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Vá-se Foder!

por Fernando Lopes, 9 Abr 12

 

Ouvir a besta nomeado ministro, explicar aos deputados da nação e aos portugueses, que 2014 é o ano que precede 2015, contradizendo-se e alegando um lapso, só me merece uma simples observação. Vá-se foder!

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é catastrófico, mas não é grave!

por Fernando Lopes, 3 Abr 12

Este governo carece de discurso político. Apertado entre tecnocratas estrangeirados e mega ministérios, é raro vislumbrar uma centelha de um plano para a sociedade. Essencialmente, Gaspar, o ministro com maior peso, limita-se a fazer contas como o Sr. Manuel merceeiro, só que em grande. Esta navegação à vista, sem uma ideia estruturante para o futuro e seguindo o diktat de Merkel e dos mercados é assustadora. Daí que não espante que o responsável das finanças consiga produzir afirmações como esta, sem ser penalizado politicamente.


Para Vítor Gaspar a situação económica do país está a atingir valores mais baixos e por isso mesmo não existe uma "situação de catástrofe". De qualquer forma o ministro considera que "não podemos excluir a possibilidade de materialização de riscos."

 

Pronto, estamos só em crise e apenas se vislumbra a catástrofe. Fico muito mais descansado.

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Não temos multibanco

por Fernando Lopes, 21 Mar 12

multibanco

Quando frequentarem cafés e restaurantes reparem se existe serviço de Multibanco. No restaurante habitual acabou-se, para não aumentar os preços e manter clientes. Confeitaria, idem. O aumento de impostos faz crescer a economia paralela. Os comerciantes optam por este expediente. Não pagam comissões aos bancos e subfacturam. Não é honesto? Pois não, mas trata-se da sobrevivência de pequenos negócios. Expliquem isto ao Ministro das Finanças. É por estas e outras que a receita caiu e vai continuar a cair. Parece que não ensinam muito sobre o mundo real nas universidades.

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Ficar aquém da troika

por Fernando Lopes, 16 Mar 12

Se alguém tinha dúvidas sobre a intocabilidade das rendas da EDP, basta ouvir António Lobo Xavier, fiscalista e advogado dos grandes negócios, ontem na Quadratura do Círculo. As reflexões de Lobo Xavier são simples. Os contratos são blindados, impedindo a negociação das rendas excepto com a anuência das partes. No contrato de venda da EDP aos chineses da Three Gorges essas rendas eram garantidas como condição para a concretização do negócio e last but not least, os dividendo são pagos à entidade que nesse momento é titular das acções. Notório foi também o modo como falou sobre o ex-Secretário de Estado da Energia, admitindo uma postura confrontacional com os interesses instalados. Ressaltam algumas ideias:

 

- A venda da EDP foi um bom negócio só para os chineses. (Nenhum negócio que proporciona rendas garantidas é um bom negócio no longo prazo. Serão os cidadãos portugueses chamados a assegurar estas rentabilidades pela via fiscal. O estado faz um encaixe temporário e posteriormente depaupera os cidadãos).

 

- Passos Coelho mente. Aos chineses, aos portugueses ou à troika, ainda não sabemos. Não pode estar bem com Deus e o Diabo. Ou não cumpre as imposições relativamente ao mercado energético ou renegoceia o contrato de privatização. Uma das partes terá de ceder.

 

- Henrique Gomes foi convidado a sair, porque enfrentou Mexia e queria uma renegociação parcial das rendas. A corda partiu pelo elo mais fraco.

 

- Será resolvida esta questão com uma solução salomónica. Renegociar-se-á muito aquém da troika. Um acordo permitirá aos chineses aceder a rentabilidades ligeiramente reduzidas, mas mesmo assim muito superiores ao razoável e Passos dirá que foram cumpridas as indicações constantes do memorando. Na essência assistir-se-á a uma "reduçãozinha" consentida pelo accionistas da eléctrica para português acreditar e a troika olhar para o lado, complacentemente. Quem perde? Os mesmos de sempre, os consumidores.

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Expurgar

por Fernando Lopes, 21 Fev 12

"Limpar (escritos ou livros) de erros, de doutrinas perniciosas, do que não convém à Igreja Católica ou aos governos."
Dicionário Priberam

 

Atrevam-se a ficar três longos anos sem estarem doentes, que logo serão purificados, limpos.

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flop

por Fernando Lopes, 9 Fev 12

Confesso que não sou um admirador do Carnaval. Nunca me fantasiei, nem quando isso me distinguia negativamente dos outros meninos. Conheço pessoas que vibram, adoram transfigurar-se. Uma das maiores admiradoras desta festividade só não participa por impossibilidade física. Já ultrapassou os 92 e continua a ser uma das suas festas favoritas, recordada com imensa saudade e um brilho nos olhos.

O abrasileiramento da celebração também contribuiu para o meu afastamento. Ver moças roliças a imitarem o clima e a sexualidade tropical é deprimente. Existe no entanto, a inegável vantagem de as temperaturas gélidas entumecerem seios flácidos e adelgaçarem coxas agricolamente robustas. A dispensa está prevista em quase todos os acordos colectivos de trabalho, pelo que serão os pobres dos funcionários públicos, uma vez mais, os principais sofredores com as crises autoritárias e uma moral calvinista que parece ter entrado por Coelho acima como supositório de Ben-U-ron em rabo de criancinha.

As autarquias maribam-se para a decisão do governo, tomada 21 dias antes, à saída de uma reunião, divulgada perante as câmaras de TV e ignorando o investimento financeiro e afectivo que muitas populações fazem nesta data. Além de Coelho, Álvaro e alguns flagelados da função pública, ninguém trabalhará na próxima 3ª feira de Carnaval. No meio desta "estória", uma vantagem. Todos adivinhamos que, mesmo no gabinete, a produzir despacho atrás de despacho, Coelho vai estar fantasiado de palhaço.

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Ontem, Pedro Passos Coelho (sempre ele), com o ar cândido que o caracteriza, referiu-se à visita da troika em Junho dizendo “A troika trabalhava. O País aproveitava as pontes”. As pontes a que o láparo se referia era coincidentes com os feriados do 10 e 13 de Junho. Ao contrário do que quer fazer crer o bom do Pedro, nem todo o país fez ponte.

Nas localidades onde não se festeja o Santo António, os portugueses trabalharam no dia 13, este vosso criado incluído. PPC acha que o país devia laborar com afinco enquanto "burocratas de quinta linha" se reuniam com o então moribundo governo português. É o complexo do bom aluno em todo o seu esplendor.

Se os emissários da senhora Merkel tivessem feito o trabalho de casa saberiam a 10 de Junho se comemora o Dia de Portugal e que 13 é o dia de Santo António, padroeiro da capital portuguesa. Independentemente de outros factores, conhecer a cultura indígena faz parte dos hábitos do viajante informado, seja ele da troika ou não. Sugere-se às forças de ocupação e ao próprio lagomorfo "Portugal - A Guide For Dummies".

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O novo desígnio nacional

por Fernando Lopes, 12 Jan 12

(clique na imagem)

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A "Relvas" deles ao menos é gira!

por Fernando Lopes, 2 Jan 12


Soraya Sáenz é a nóvel ministra das más notícias para "nuestros hermanos". Mal por mal, prefiro uma carinha laroca a anunciar as desgraças. Além dos atributos visíveis a senhora tem também o mérito de ter concluído a licenciatura aos 23 anos e um curriculum académico. O nosso ministro da propaganda concluiu o curso de Vara, Tó Zé Seguro e muitos outros néscios aos 46. Só porque não se pode ser ministro sem se ser doutor ...

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Figura do ano: O lagomorfo

por Fernando Lopes, 30 Dez 11


Se 2011 fosse um horóscopo chinês, este seria, sem sombra de dúvida, o ano do coelho. Os portugueses substituíram um animal feroz, por outro aparentemente fofinho e inofensivo. Quem já lidou com esta espécie, sabe que apesar da aparência ternurenta, são implacáveis. Primeiramente, soltam caganitas por tudo o que é sítio. Estes bichinhos, são também, peritos em destruir tudo o que seja cablagem, deixando-nos sem corrente eléctrica, e, consequentemente, privados de todas as facilidades do mundo moderno. Ora, não restam dúvidas que o Coelho tem andado a largar poias indiscriminadamente, e em seguida, destruí-nos as ligações, pelo que Portugal inteiro está cheio de merda e sem energia.

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