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Voar.

por Fernando Lopes, 19 Nov 16

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Estou no escritório, ouço a chuva e um avião. Este simples facto desperta uma série de recordações, nem todas boas. Nos anos 90 era obrigado a ir semanalmente à capital prestar contas de viva voz. Voava na LAR (Linhas Aéreas Regionais) que tinham umas avionetas para fazer o transporte entre a invicta e Lisboa. Voava num Fokker – e que belo nome – de 16 lugares, depois de 32, finalmente num modelo a jacto quando nasceu a Portugália.

 

Centenas de horas de voo, três aterragens falhadas. Numa delas, a tripulação permaneceu sentada todo o tempo. Abanámos e reabanámos, gente a vomitar, uma das portas para arrumar as malas por cima das cadeiras abriu. A meu lado uma senhora açoriana que vinha visitar o marido ao Hospital Militar do Porto.

 

- Aí que eu ainda queria ver o meu marido antes de morrer!

 

- Tenha calma, minha senhora, isto às vezes acontece, disse com um ar tranquilo mas prontinho a fazer um chichi pelas pernas abaixo.

 

Não gosto de andar de avião, mas vou para qualquer lado, evito sempre voar no Inverno. Como disse um sábio, os aviões andam lá em cima, as oficinas são cá em baixo.

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6 comentários

De Fernando Lopes a 20.11.2016 às 19:14

Voar no Verão não me intimida metade de voar no Inverno. No Inverno tive experiências um bocado assustadoras, que suponho sejam normais, mas Zézinho tem miúfa. Paradoxalmente, no vôo mais longo que fiz (14 horas no ar) não tive um único sinal de turbulência.  

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