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Uma puta como as outras.

por Fernando Lopes, 28 Dez 16

musico_cedofeita.jpg O homem, a guitarra, a liberdade. Ainda e sempre em Cedofeita.

 

Sais de casa no eu primeiro dia de férias de ano novo. No cruzamento de Oliveira Monteiro com Nossa Senhora de Fátima, na esplanada da velha confeitaria, um homem toca clarinete para ninguém, só pelo prazer de tocar. Em Cedofeita páras para conversar com outro músico de rua já teu velho conhecido. Na rua da Fábrica um asiático tira sons melodiosos de uma espécie de xilofone. Invejas-lhes a liberdade. Depois reflectes e vês como te tornaste prisioneiro do teu modo de vida: salário confortável, apartamento em zona nobre da cidade, casa de campo, férias em destinos «exóticos», popó de quase 200 cavalos. Não escolheste este ou outro caminho, o destino simplesmente empurrou-te. És uma puta, uma puta como as outras, talvez mais venal. Essas só transaccionam o corpo, tu, meu merdas, vendes diariamente a tua liberdade. Consolas-te com o fraco pensamento que a tua cabeça é inexpugnável, nela reside o teu espaço último de independência.

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23 comentários

De Fernando Lopes a 29.12.2016 às 18:46

Fico feliz por ter gostado, «genial» é obviamente excessivo.
Bom Ano!

De Anónimo a 29.12.2016 às 19:03

Comentário apagado.

De alexandra g. a 29.12.2016 às 20:10

Viste, Ferdinand, viste?
Tanta gente dizendo de ti o que, de facto, há que dizer e é preciso que saibas... :)

_____
p.s. - obrigada pelas palavras sobre o meu designer, pois, não fora a tua existência e a desta casa, não o teria conhecido e não estaria de malas aviadas e a família (já) avisada :D

p.p.s. - abraço obeso, tu mereces.

De Fernando Lopes a 29.12.2016 às 20:19

Já viste como o inesperado surge nas nossas vidas? E o designer, não desfazendo, é uma jóia de moço. 


______________________________________________
Aqui estando, podes sempre aderir ao almoço das couves e subsequente concurso de flato.

De alexandra g. a 29.12.2016 às 20:29

Couves: forever.
Flato: jamais.

Eu sou uma senhora, isto é: mais couves e copos :)

De Fernando Lopes a 29.12.2016 às 20:16

O maior elogio que me podem fazer é «já tinha pensado nisso», «estive para escrever sobre o mesmo tema». Assim sendo, e uma vez que tal acontece, louvor aceite.
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