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Um momento de laifestaile.

por Fernando Lopes, 29 Out 16

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Um blogue é geralmente inútil, acrescenta pouco além da partilha, este não é excepção. Já por aqui escrevi sobre a minha luta contra o peso excessivo, de como sem outro meio que não a autodisciplina emagreci onze quilos. Também desde há um mês atrás tenho feito exercício físico regularmente. Para quem tenha o mesmo problema, digo que não é fácil, exige empenho. Tenho procurado comer bem, abdiquei de muitas coisas em que adorava ferrar o dente. O bom é que a coisa torna-se natural. Hoje ao almoço comi sopa de brócolos e uma omelete de cogumelos com salada, enquanto os meus companheiros de refeição se deliciavam com leitão, crepes, e mais uma série de iguarias. Pela primeira vez não tive a mínima inveja. Aceitei que tenho de fazer uma alimentação cuidada e já posso conviver com o cheiro a francesinha sem começar a salivar como um dogue de bordéus. Sempre fui mais dado ao prazer que à estética, a dieta foi uma opção meio/meio, dividida entre estar e sentir-me mais saudável e parecer melhor. Tudo isto é absolutamente egoísta, de mim, por mim, para mim. Quando chego excessivamente cansado do ginásio a minha mulher dá-me na cabeça, que já não sou nenhum menino, que me esforço demais, etc. Se há coisa em mim é força de vontade. Se abdicar de quase tudo o que gostava de comer se tornou normal, também o será a parte de cárdio e musculação. Este texto não é conselho para ninguém, cada um deve viver como lhe dá mais prazer. Cheguei a um momento em que prefiro ver um cota mais ao menos enxuto, que fazer jantaradas opíparas e apanhar bebedeiras de paralisar os neurónios. Respeito quem pense de modo contrário, esse gene apenas adormeceu neste vosso dedicado escriba. Sejam felizes à vossa maneira, eu vou tentar manter este novo caminho.

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15 comentários

De Lucília a 29.10.2016 às 21:37

Boa Fernando, boa!
Não deve ser fácil mas só temos um e devemos conservá.lo o melhor possível.
Eu nisso não tenho lutas -sempre comi pouco e quase sempre bem mas na boa, sem dramas-sou sortuda não encontro prazer na comida. Chame.me choca que não me importoImage.
...mas gosto de petiscos regados com um bom vinho.Salvei a minha reputação

De Fernando Lopes a 29.10.2016 às 22:04

Dá-em um arroz de cabidela, tripas, umas partaiscas de bacalhau, um alvarinho, e estou no céu. Aprendi que tem de acontecer a um ritmo de celebração e não semanal, que os anos não perdoam.

De Lucília a 30.10.2016 às 00:31

Pataniscas de bacalhau marcha.
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De Fernando Lopes a 30.10.2016 às 01:02

Sopa de rabo de boi, rojões e papas de sarrabulho, a lista é infindável. 
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De Papagaio Giló a 29.10.2016 às 21:55

Viva!
Coisa que não engorda é ler um post "enxuto" como este! LOL
Foi uma leitura interessante, por aquilo que serve de assunto e por me identificar um pouco com o que se passa no texto.
Posso dar uma pequena ajuda: manter a mentalidade é extremamente difícil, mas descobrir que, a certa altura, se pode dar um pouco menos de "acelerador" sem estragar as coisas, pode ser a chave. Ser um pouco menos exigente com a necessidade de "boa forma" e estacionar num ponto mais ou menos intermédio, que nos permita gerir, sem ficar obcecado, a nossa vida. 
Não vai ser nada fácil; há que ser "doce" connosco próprios, de vez em quando. Talvez este conselho possa vir a ser útil im dia, mais à frente.
Força!
Papagaio

De Fernando Lopes a 29.10.2016 às 22:11

É um modo de encarar a vida, não uma obsessão. O que senti é que com o emagrecimento estava mais fraco, daí a necessidade de trabalhar fisicamente. Concordo contigo, estar bem é uma coisa, ser escravo do corpo ou aspecto, outra completamente diferente. 


Abraço.

De Henedina a 29.10.2016 às 22:42

Fico contente por si Fernando!

De Fernando Lopes a 29.10.2016 às 22:46

E além do mais tenho umas análises todas catitas, coisa que há vinte anos não acontecia. No nosso tempo só existiam dois tipos de carros: novos e usados. Por uma questão semântica, porque dava mais aspecto a palavara «usado», agora inventaram os semi-novos. Estou semi-novo.:)

De redonda a 30.10.2016 às 00:16

Parece-me muito bem
Talvez um destes dias pense em fazer o mesmo (embora desistir das bebedeiras de paralisar os neurónios possa ser difícil porque se bem me lembro nunca consegui apanhar nenhuma)

De Fernando Lopes a 30.10.2016 às 00:57

O álcool, as drogas, são substâncias mágicas, que dão uma perspectiva diferente de ti e do mundo. Por isso são problemáticas, por isso viciam. Se nunca apanhaste um bebedeira, se nunca ficaste pedrada, foi por uma só razão: tens medo de «estar fora e acima de ti». Eu gosto, e como gosto tenho um cuidado especial. 

De redonda a 30.10.2016 às 01:02

nas duas vezes em que bebi um pouco mais, só me deu sono, mas acho que estás certo, não gosto da ideia de estar fora de mim

De Fernando Lopes a 30.10.2016 às 01:08

Quem não se embebeda ou fuma um pof são os «control freaks». Are u? 

De redonda a 30.10.2016 às 01:22

Acho que não :)

De alexandra g. a 30.10.2016 às 01:26

Drogas não dão comigo (experimentei ópio líquido aos 16 e dei um bafo num charro aos 19 e, francamente, consigo ser mais divertida sem este tipo de substâncias (como dizia o outro, basta-me a estupidez natural :).

Tenho sorte com a coisa hereditária, metabólica, a única pessoa gorda (e trata-se de obesidade mórbida) na família toda é uma prima que, de belíssima, passou por questões tais que desatou a enfardar tudo o que às emoções não obtinha resposta.

Detesto doces, desde menina, acho que como 4 chocolates (pucanitos, pucanitos) por ano, 3 pastéis de nata e, a custo, uma fatia de bolo que uma tia me enfia pelo gorgomilo abaixo.

Fumo como uma besta (1 maço, 1maço e meio/dia), contudo, apesar de não deixar entrar o fumo nos pulmões (tenho o chamado vício de mão & boca).

Adoro caminhar, e sabe-se que é cousa mui completa, qual sofá em andamento.
Adoro o silêncio, mas sou um animal social.

______________
Quem somos nós, cada um de nós, afinal, senão as nossas circunstâncias? (mas cheira-me que já li algo parecido com isto, algures :))

De Fernando Lopes a 30.10.2016 às 10:47

O ópio pára quase tudo. Sabias que as classes altas egípcias eram fumadores regulares de ópio? E que quando os bebés choravam muito lhes mandavam uma baforada para acalmar? Deviam ficar sossegadinhos, sossegadinhos. :)


O máximo que pesei foram 82,4 pelo IMC um bom excesso de peso, não obesidade, mas como toda a vida fui relativamente leve quero ver se mantenho. 


O álcool, as drogas têm a ver como a tua cabeça funciona, uns são mais sensíveis e afectados de um modo prazeroso que outros.


_______________________________
É bom quando alguém, como fizeste, tem a capacidade de se expor. Enriquece esta treta, dá outra perspectiva. 

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