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Tocá’ndar.

por Fernando Lopes, 8 Mai 15

Habitualmente tomo o pequeno-almoço numa tasquinha bafienta que serve essencialmente os funcionários de uma companhia de seguros localizada no mesmo edifício. Não sei se por gerar pouco negócio ou outras razões, o diminuto estabelecimento foi alvo de vários trespasses.

 

A proprietária é agora uma senhora na casa dos 50 e muitos. Simpática, mas leeeenta. Nestes locais, os frequentadores querem é engolir rapidamente qualquer coisa e pôr-se a andar. A senhora faz uma coisa de cada vez. Tira um café e fica a olhar, abre um pão e pára, mete queijo dentro de um croissant com uma calma que enerva. Sou stressado, quero é comer quase sem mastigar e ir trabalhar. A meu lado uma jovem ruiva, mignon e muito bonitinha, uma boneca humana, desesperava. A sua meia torrada demorou uns bons dez minutos a sair. Eu, já bufava como uma chaleira.

 

As pessoas que tomam conta de um negócio deviam ter noção do ritmo que é necessário imprimir para que funcione a contento dos clientes. Este vive muito da celeridade do atendimento. Será que quem se mete nestes empreendimentos não é capaz de uma auto-crítica rigorosa antes de embarcar em coisas para as quais, definitivamente, não têm vocação?

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14 comentários

De Anónimo a 08.05.2015 às 14:05

E porque não tomar o pequeno almoço em casa e assim já lhe imprimes a velocidade que desejas? A senhora vai estar ali mesmo o dia inteiro, portanto... As pessoas hoje em dia querem tudo a 200 à hora, depois andam stressadas...
Tem um bom e calmo fim de semana.Bj
MM

De Fernando Lopes a 08.05.2015 às 14:42

Isso implicava levantar-me vinte minutos mais cedo. Levo a miúda ao colégio, às vezes demoro uma eternidade para fazer 3 kms. O meu ritmo de vida não se compadece com essa calma.


Beijo.

De Genny a 08.05.2015 às 14:12

Huummm......para a próxima oferece-te para ajudar a senhora e pode ser que obtenhas desconto no pequeno-almoço Image
(mas que é irritante tanta lentidão, é!!)

De Fernando Lopes a 08.05.2015 às 14:46

Não tenho o hábito de ser muito severo nos meus julgamentos. É só um desabafo, coitada da senhora. :)

De G. a 08.05.2015 às 14:19

Há pessoas que simplesmente não nasceram para determinados negócios, é pena que elas próprias não o entendam. Logicamente que quem tem fome, pouca paciência tem para esperar, é simples. E não é uma questão de correr, mas sim de saber planificar as tarefas e ter desenvoltura nos gestos. A restauração também se aprende.

De Fernando Lopes a 08.05.2015 às 15:03

Concordo contigo, mas não vou já desistir da senhora. Pode ser que ela faça progressos. Debaixo deste cinismo está um totó com esperança na humanidade. ;)

De G. a 08.05.2015 às 15:05

:)))
(Em suma, há um gajo normal :b)

De golimix a 08.05.2015 às 14:25

É pois adepta da "slow food" Image

De Fernando Lopes a 08.05.2015 às 15:40

But nota só show, please.

De Fernando Lopes a 08.05.2015 às 15:42

O autocomplete do telemóvel faz partidas destas, hehe.

De bloga-mos a 09.05.2015 às 06:42

É tão tão bonito ler alguém que ainda sabe entre outras coisas escrever PÁRA. Insónia filha da puta deslarga-me...

De Fernando Lopes a 09.05.2015 às 15:57

Infinita bondade tua, caro amigo.

De redonda a 09.05.2015 às 18:30

Pode ser que com a prática ela consiga ser mais rápida...
Às vezes fico impressionada com a capacidade de alguns têm de recordar vários pedidos e satisfazê-los com grande rapidez, como no caso dos cafés em que num grupo todos pedem cafés diferentes :)

De Fernando Lopes a 09.05.2015 às 19:26

O negócio de restauração vive essencialmente de três ou quatro factores: identificação e memorização dos hábitos e gostos do cliente; qualidade; rapidez e eficácia de atendimento. Estou quase certo que a senhora vai fazer enormes progressos. Adorava ouvir naqueles cafés antigos: «Saem quatro, um curto, um médio, um pingado e descafeinado !» ;)

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