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Ter uma mulher é mau, ter duas é pior.

por Fernando Lopes, 7 Jun 14

Inapropriado, excessivo, temperamental, desbocado, boémio, beberrão, são alguns dos adjectivos que me caracterizam. Por esta e muitas outras estou sempre a ser chamado à razão, ao socialmente correcto, a comportar-me como um tipo da minha idade, pela minha mulher. Não devo ser fácil de lidar, um cavalo com o freio nos dentes, pois se algo ou alguém provoca em mim reacção, vou por aí fora à desfilada. É um sistema de pesos e contrapesos em que a rapariga certinha, de boas famílias, fina e bem-educada, é casada com o canastrão tresloucado. Nunca a enganei sobre o meu modo e ela nunca o aceitou completamente; simplesmente habituou-se. Agora tenho duas mulheres em casa e o meu jeito desabrido é duplamente criticado.

 

Hoje, num almoço tardio, encontrámos uns amigos e logo ali começamos na brincadeira. Como sabem os que me são mais próximos, a conversa dá-me sede, pelo que pedi mais uma cerveja.

- Vais beber outra cerveja? - pergunta a pirralha.

Sei que devia ignorar, que é para meu bem, produto de uma certa maternalidade que têm para com o desvalido cá de casa, mas não consegui evitar:

- Foda-se filha, já não bastava a tua mãe, agora andas tu também a inspeccionar-me?

Aproximam-se anos difíceis com duas raparigas em casa que trazem consigo o gene dos «controleiros» do PCP. 

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5 comentários

De Carlos Azevedo a 10.06.2014 às 01:08

Não vou ao ponto de dizer que não acredito em colectivos, mas nunca fui de me deixar dissolver num qualquer colectivo. Mas isso são coisas minhas, da minha personalidade.

Abraço daqui até ao Porto.

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