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Tatuagem.

por Fernando Lopes, 11 Ago 16

ever_tried.jpg

 

Estou a ponderar fazer uma tatuagem similar a esta com a citação que encabeça este blogue. Depois amedronto-me e penso de novo. Trabalhando num ambiente relativamente formal, impedir-me-ia para todo o sempre – mesmo no pico do calor – de arregaçar as mangas.

Ajudem-me a tomar uma decisão seleccionando uma das opções abaixo:

 

A – Faz a tatuagem, oh pá!

B – Não achas que tens idade para ter juízo?

C – Quero lá saber, até podes tatuar o rabo.

D – Todas as anteriores.

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26 comentários

De alexandra g. a 11.08.2016 às 23:18

esquece aquela simpática troca de galhardetes sobre a meia-idade; afinal, bem ponderada a questão, ainda que hipotética, não passas de um adolescente... :P

De Fernando Lopes a 11.08.2016 às 23:27

É verdade que mentalmente não evoluí muito, mas agora já é demasiado tarde. E antes uma tatuagem que um descapotável como sintoma de crise de meia-idade, não? 

De alexandra g. a 11.08.2016 às 23:37

desconheço o quanto evoluíste (bom, se formos pelo caminho do Darwin, o teu caminho está de parabéns :) pois que não te acompanho há muito tempo.


nunca é demasiado tarde para nada.


acho (francamente) que isso das "crises de meia-idade" não passam de mitos urbanos; o que efectivamente acontece são inseguranças, não necessariamente pessoais mas sociais, culturais (um exemplo, fora deste contexto: na maioria dos divórcios, vemos os homens alapados numa nova relação aprox. 2 meses depois; as mulheres, uns anos - não é geral, mas constitui a norma).


as tatuagens: para mim, continuam associadas ao bas-fond e aos marinheiros (o meu pai tinha várias, em ambos os braços, daquelas feitas nos portos: Bangkok,..........e, antes de atingir a senioridade, sentia tanta vergonha que só usava, mesmo nos verões mais quentes, camisas de manga comprida enroladas até ao cotovelo, e foram as mais belas que conheci :)

De Fernando Lopes a 11.08.2016 às 23:45

És filha de embarcadiço? Deves ter estórias magníficas. Quanto ao resto sou inseguro desde que me conheço e não saberia (nem quereria) mudar. Uma tatuagem tem de ser algo que não te envergonhe nunca, não estou a ver uma citação do Samuel a envergonhar ninguém, é uma espécie de «tatuagem literária». 
Image

De alexandra g. a 11.08.2016 às 23:59

:)


tenho, essas estórias magníficas, ele tinha um sentido na vida em cousa rara, mas é tudo demasiado complexo para  dizer de uma penada (não foi à toa que a minha irmã dedicou a tese - não me recordo se foi a de mestrado ou a de doutoramento, a ele, chamando-lhe Corto Maltese: era esse o seu belo fado, mas aconteceram-lhe muitos outros: mulher e 4 filhos, paradoxos, ideais tremendos, uma inteligência e uma cultura da qual se afastou meio mundo, uma fase de reserva antes da morte, na qual decidiu estudar o Império Romano, pelas melhores mãos que o escreveram, 1001 episódios, e escrevia principescamente, e adoecia quando ficávamos doentes, e era belo como um deus, um ser humano raro, difícil, resiliente, principalmente, como nunca vi, dois anos de metástases e nem um ai; tantas, mas tantas saudades :)


now, on Samuel: Beckett, my love? 
o meu daddy literário, desde sempre; a minha mummy literária é a Duras.


(não conseguiria, contudo, e jamais, estabelecer comparações, são todos monstros sagrados, cada um a seu modo :)

De Fernando Lopes a 12.08.2016 às 08:09

Quando o Público editou uma série do Corto Maltese, não resisti. Estou aqui no escritório atafulhado a olhar para eles. 

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