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Confesso desde já que tenho um parti pris em relação aos fogareiros. Tirando algumas honrosas excepções a maioria acha-se DRT (Dono da Rua Toda), são mal-educados, mal apresentados, para eles o caminho mais curto entre dois pontos nunca é uma linha recta. Não sendo defensor do novo pelo novo, a Uber trouxe uma modernidade e urbanidade que este tipo de transporte necessitava. Regra geral os táxis são muito maus e caros. Sempre que viajei com a Uber os preços foram bastante inferiores. Não há cash, todas as transacções são electrónicas, o que aumenta a segurança do condutor e é bastante mais prático para o passageiro. Não é despiciendo o facto de no fim de cada viagem a factura ser emitida automaticamente. Assim escusamos de pedir ao transportador que rascunhe naqueles papéis manhosos o valor da corrida. Nunca, e repito nunca, um fogareiro me perguntou se queria factura. Tive de ser sempre eu a solicitá-la.  Entre as receitas dos alvarás e o IVA pago pela Uber, adorava saber onde reside a maior fonte de receita. Um estudo comparativo poderia desmascarar o mito «coitadinho do taxista que paga muitos impostos». Abro um site de notícias e vejo que querem aumentar a bandeirada para quase o dobro no Natal e Ano Novo, uma aumento de preço de 20% em Julho e Agosto e uma nova tarifa para quando são usadas carrinhas que transportem mais de quatro pessoas. Noutra ameaçam batatada. Sei por experiência que só são maus se estiverem muitos, caso contrário acobardam-se. E eu borrado de medo. Não é preciso fazer nada, os taxistas e a sua associação dão tantos tiros nos pés que a adivinha «carro preto com capota verde» em breve não passará de uma memória, nem sempre nostálgica.

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UBER que vos pariu!

por Fernando Lopes, 17 Set 15

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Uma parte dos taxistas não pode ser classificada de outro modo que não de energúmenos. Foram bonitas as fotografias de colegas à estalada, grevistas a atirarem ovos aos que não fizeram greve. Tipifica a classe. Ainda há pouco queriam uma tarifa fixa para quem saísse do Aeroporto de Lisboa. Entendemos o porquê. Caros taxistas, tenho dificuldade em aturar a rádio Festival, o cheiro a cebola de alguns, o tema omnipresente da bola ou conversa sobre os políticos. Tenho pouca pachorra para o braço de fora, o rosário no retrovisor, os bancos emporcalhados,  os vidros que não descem, o ar condicionado desligado para poupar no gasóleo que EU estou a pagar. Ainda menos para as manobras radicais e manhosas que fazem frequentemente.

 

Os taxistas portugueses perdem em comparação com a UBER porque os carros são velhos, os percursos nem sempre os mais curtos, os taxistas raramente um exemplo de urbanidade e cortesia. Falta à esmagadora maioria da classe umas aulas de civismo, até de línguas. Num mercado global, a qualidade conta, e a UBER é muito melhor que os táxis vulgares. O vosso argumento das licenças é legítimo, mas meus caros, a maioria de vós foge de passar uma facturinha como o diabo da cruz. Se analisarmos as coisas, temo que a UBER dê mais receitas para o estado, uma vez que todas as viagens geram automaticamente factura. Portanto, até o vosso argumento do preço da licença cai pela base uma vez que a esmagadora maioria das vossas viagens não pagam os respectivos impostos. Chama-se a isso dar com uma mão e tirar com a outra

.

A greve foi prova da vossa estupidez, acabaram por fazer enorme publicidade à concorrência. E quem experimentou, dificilmente volta.

 

Quando passarem factura sem ser a pedido, lavarem os carros, se preocuparem com o conforto do passageiro e não se comportarem como estando na vossa sala de estar, talvez volte a usar táxis. Até lá, vou evitar-vos sempre que possível.

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    Que será feito do gerente desta coisa?Filipe em es...

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    Bom ano Fernando. Beijinho

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    Olá Fernando!Passei para te desejar um Feliz Natal...

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    Mexe-te, há um monte de coletes blogueiros à tua e...

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