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Sai a múmia, sobe a palco o entertainer.

por Fernando Lopes, 13 Out 15

Como nunca votei na múmia Cavaco também o não farei em Marcelo. Enquanto a múmia abdicava dos 6.523,93 euros vencimento da presidência por uma reforma de cerca de 10.000 euros  mensais, tinha um ataque de alzheimer e falava em 1.300 euros para as despesas, um beto de Cascais usa isso como dinheiro de bolso. Enquanto o primeiro nunca saiu dos sapatos de pobre, «bem integrado no regime», Marcelo exercia a rebeldia dos bem-nascidos na ala liberal do regime marcelista. Enquanto o primeiro tem sempre um talher enfiado no cu, come de boca aberta e tem um problema de dicção, o outro é um comunicador nato, tudólogo encartado, adulado pelos media. Ambos intriguistas natos, um inventa microfones e escutas, outro jantares que nunca existiram e descreve-lhes o menu. De uma coisa estou certo, a presidência de Marcelo será infinitamente mais urbana e muito mais divertida.

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Candidato.

por Fernando Lopes, 17 Mai 14

Estava a discutir com o mano as candidaturas presidenciais. O nosso candidato é António Guterres. É católico q.b. para agradar a algumas franjas da direita, mais suave e mais velho que António Costa de quem se deveriam esperar ambições executivas, à esquerda do PS a sua bonomia é uma mais-valia. Passou pelo poder sem cair no colo do capitalismo como Jorge Coelho. Agarra ainda a franja humanista devido a meritório trabalho social na juventude e como Alto-Comissário da ONU para os refugiados. Todos o imaginamos a chagar suavemente a cabeça a Ban Ki-moon pedindo mais tendas e comida. Um grave problema é a sua pouca intervenção em relação às migrações do norte de África para a Europa. Uma coisa é absolutamente verdadeira; Lampedusa e Ceuta y Melilla são muito mais mediáticas que um milhão de ruandeses, não sendo uns mais merecedores de apoio que outros só porque morrem à nossa porta. Um candidato com enorme transversalidade. A ver vamos como diria o cego.

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Fujão Barroso.

por Fernando Lopes, 13 Abr 14

Houve anteontem uma sessão de beatificação de Durão Barroso com o alto patrocínio de sua Excelência o «para serem mais honesto do que eu têm de nascer duas vezes», Silva. Impoluto Silva esse, amigo e defensor de todas as horas da corja do BPN, possuidor de 105.378 títulos da SLN, comprados a 1€, vendidos a 2,4€ em fora de bolsa.

 

Barroso gritou «o país está de tanga» e refugiou-se em pastos mais verdes à primeira oportunidade. E isso, o povo não esquece. Perdoa-se a quem «rouba, mas faz obra», nunca aos ratos que abandonam o navio mal este começa a meter água. Um político deveria exceder-se em circunstâncias difíceis, não comportar-se como garoto amedrontado.

 

A experiência diz-me que apesar das missas em sua honra, é um nado-morto na corrida presidencial. Inspire-se em Fernando Gomes, figura outrora incontornável da invicta, que quando quis ir a ministro perdeu a cidade. Definitivamente.

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O Profeta

por Fernando Lopes, 12 Nov 11


O Profeta foi a mão executora da reforma agrária, sob as ordens de Carlucci e com o beneplácito do "Partido Socialista". O Profeta é alto, tem barbicha de bode, fala pausadamente. Nasceu em berço de ouro, mas, como todo o jovem, teve momentos de rebeldia algures nos idos de 60. Quando esta lhe podia custar o coiro, gozou uma licença graciosa na Suíça. Aproveitou para se licenciar em Sociologia, ciência social desconhecida no Portugal de Salazar. Sempre teve uma secreta ambição, que, como Pedro o Apóstolo, nega quando perguntado. Lentamente, na voragem que sugou Pacheco Pereira, Zita Seabra, Durão Barros, José Manuel Fernandes e outros, transformou-se na cabeça pensante da direita. Um profeta do ideário em curso. Estado mínimo, taxa máxima.

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Austeridade digna, o caralho!!

por Fernando Lopes, 5 Out 11

Crianças em "austeridade digna" na Coreia do Norte
 "A crise que atravessamos é uma oportunidade para que os portugueses abandonem hábitos instalados de despesa supérflua, para que redescubram o valor republicano da austeridade digna..."

A salazarice de Cavaco não cessa de me surpreender. Eu, que por questões de idade não assisti à queda do Presidente do Conselho, acho que como o Dalai Lama, Salazar reencarnou ali para os lados de Boliqueime. A tua austeridade digna significa um regime à Kim Jong-il em que uns comem raízes e outros caviar. Tudo em nome do bem da nação. Não se pode exterminá-lo?

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Ó tempo volta para trás

por Fernando Lopes, 10 Jun 11

O discurso de Cavaco, no "Dia da Raça", como ele próprio disse recentemente, fez-me lembrar esta musiquinha. Em avançado estado de aterosclerose, esquece-se de tudo o que fez enquanto PM de Portugal. Anseio por vê-lo de enxada às costas, encostas arriba. A partilhar meia sardinha e a usar frugalmente as senhas de racionamento como no tempo da segunda grande guerra.

P.S. - Para complemento deste post, sugiro a leitura de M.J.Marmelo no Teatro Anatómico .

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o mal menor ...

por Fernando Lopes, 25 Jan 11

Discordo com dois homens que admiro. Francisco José Viegas e Miguel Carvalho encontravam-se nestas presidenciais de lados opostos da barricada.
Por razões que ultrapassam em muito a amizade e são de carácter político, encontro-me infinitamente mais perto de MC.
No entanto tanto FJV como MC defendem a política do mal menor. A única divergência entre eles é qual o nome do mal menor.
Eu que não tenho o brilho, nem o raciocínio aguçado de nenhum dos dois, limito-me a constatar o óbvio:  foram sucessivas opções pelo mal menor que nos conduziram a um beco sem saída. O mal menor pode transformar-se neste atoleiro. Razão tem J. Rentes de Carvalho, é hora de acordar e deitar fora a banha da cobra.
E estes senhores com ela.

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A frase do dia ...

por Fernando Lopes, 22 Jan 11

"... Uma coisa é certa: não se aplica a Portugal a ideia kennedyana do “não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, pergunta o que podes fazer pelo teu pais”. Esqueçamos isso. Já não temos país, pertencemos em dia incertos a uma Europa, nem idealismo que nos valha. A ideia agora é outra: tenho a certeza de que o meu país não vai fazer nada por mim, nem merece que eu faça algo por ele. Por isso me pergunto o que posso eu fazer por mim, sem incomodar o país nem ser por ele incomodado.
E para dia de reflexão, fico por aqui."

A frase do dia é de Pedro Rolo Duarte.

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Declaração

por Fernando Lopes, 21 Jan 11

Francisco José Viegas faz uma declaração de voto. Vota no que ele entende por um mal menor. Não sou eu que o digo é o próprio FJV ."Limito-me a achar que Cavaco Silva será muito melhor presidente  do que qualquer um dos seus opositores."
Para mim, é pouco. Como dizem os ingleses é escolher "between a rock and a hard place".
Eu cá limito-me a repetir que a abstenção ou voto em branco não é sinal de menor empenhamento cívico ou político, é apenas mostra pública de descrença numa classe política que mais parece Frei Tomás.
E sim, Francisco, o carácter interessa, e consequentemente faz parte da esfera política. É ele o grande ausente destas presidenciais.

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Estou-me nas tintas

por Fernando Lopes, 19 Jan 11

O biltre até pode ganhar à primeira volta. Estou-me nas tintas. Os poderes presidenciais colocam-no como uma espécie de rainha de Inglaterra, só que mastigando com a boca aberta e com um guarda-roupa menos kitsch. O que eu quero saber é a quantidade de abstencionistas e votos em branco. Engano-me frequentemente e tenho muitas dúvidas, mas parece-me que o presidente eleito de todos os portugueses vai ter uma legitimidade fictícia, ou no mínimo beliscada, face ao número de abstenções/nulos/brancos. Não é sinal de menor empenhamento cívico ou político, é apenas mostra pública de descrença numa classe política que mais parece Frei Tomás.

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