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Como português há cinquenta e um anos ganhei uma enorme indiferença perante a incompetência dos governantes. Pensava que já tinha visto tudo, que nada me poderia surpreender ou indignar.

 

Há no entanto uma questão a que sou extremamente sensível; detesto que me tomem por parvo. Ora isso não tem parado de acontecer nos últimos dias, sem que ninguém assuma responsabilidade pelos falhanços. Ser líder não é apenas «mandar», é coordenar uma equipa e os seus projectos, aceitar com humildade os sucessos, dar o peito às balas nos fracassos. Não é uma prática corrente, bem sei, basta olhar para o néscio que este povo brando e parvo elegeu para PR.

 

Nunca ocorreram problemas significativos, apenas pequenos sobressaltos, que se resolvem com desculpas, como se este tipo de penitência fosse suficiente ou mesmo digno de um governante.

 

Paula Teixeira da Cruz, sempre tão rápida a pedir a cabeça dos seus antecessores, tem a desfaçatez de afirmar que existiram «perturbações» com o Citius, quando todos sabemos que a justiça esteve paralisada durante praticamente um mês.

 

Crato, o bom do Crato, o do «rigor e exigência», aplica-os a todos menos a si mesmo. Um início de ano escolar caótico, erros nas listas de professores, crianças ainda hoje sem aulas. A pérola sobre a questão das colocações: «Todas as minhas afirmações na altura têm de ser lidas com atenção e interpretadas dentro do quadro legal. Os professores mantêm-se, disse. Mantêm-se até às novas listas de colocação corrigidas, que tacitamente revogam a anterior. É a lei.» Algo digno de Pôncio Pilatos.

 

A fleumática ministra das finanças que garantiu que a solução encontrada para os despojos do BES «não continha qualquer risco para os contribuintes», desdiz-se afirmando que a Caixa Geral de Depósitos, vulgo contribuintes, pode ter de «assumir perdas».

 

Dentro desta linha, proponho não a demissão dos ministros, mas a sua exoneração por manifesta incapacidade.

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Fujão Barroso.

por Fernando Lopes, 13 Abr 14

Houve anteontem uma sessão de beatificação de Durão Barroso com o alto patrocínio de sua Excelência o «para serem mais honesto do que eu têm de nascer duas vezes», Silva. Impoluto Silva esse, amigo e defensor de todas as horas da corja do BPN, possuidor de 105.378 títulos da SLN, comprados a 1€, vendidos a 2,4€ em fora de bolsa.

 

Barroso gritou «o país está de tanga» e refugiou-se em pastos mais verdes à primeira oportunidade. E isso, o povo não esquece. Perdoa-se a quem «rouba, mas faz obra», nunca aos ratos que abandonam o navio mal este começa a meter água. Um político deveria exceder-se em circunstâncias difíceis, não comportar-se como garoto amedrontado.

 

A experiência diz-me que apesar das missas em sua honra, é um nado-morto na corrida presidencial. Inspire-se em Fernando Gomes, figura outrora incontornável da invicta, que quando quis ir a ministro perdeu a cidade. Definitivamente.

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