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Não padeço do eurocentrismo vigente, que adaptado às novas necessidades, num mercado saturado, se vira para oriente, mais por conveniência do que por convicção. Hoje de madrugada assisti a um documentário da BBC, que sem valorações ou preconceitos, tentava entender a razão porque os alunos de origem oriental são os mais bem sucedidos no ensino britânico. É ao mesmo tempo revelador e assustador. As mães-tigre impõem aos seus rebentos um disciplina férrea de trabalho, trabalho, mais trabalho.

Ninguém duvida que para serem bem sucedidas devemos estimular as nossas crianças a trabalhar e a superarem-se. No entanto tudo tem limite. Estas crianças são "espremidas" com trabalhos de casa durante 3 a 4 horas por dia, mais 2 horas de música, mais treino disto e daquilo. Devo confessar que aos meus olhos ocidentais, não existia nada semelhante a uma infância e muito de paralelo com um campo de trabalhos forçados. Mais, estas mães, em busca de um futuro brilhante para os seus filhos, hipervalorizam as competências académicas e desvalorizam as sociais.

Na reportagem, é referido com a maior das naturalidades, o facto de uma criança não brincar com outras há mais de um ano. Assustador de facto. Será com estes pequeno seres, programados desde a mais tenra idade, máquinas de trabalho e estudo, que os nossos filhos irão competir num futuro mercado global.

É difícil compreender que uma mãe coloque tantas expectativas no futuro de uma criança de forma a que a condicione como vi. Estes miúdos serão infelizes toda a vida, marcados por uma infância castradora e socialmente incapazes de estabelecer empatia, amizade, cumplicidade. Na reportagem uma das mães refere o aforismo "No pain, no gain". Pena que ninguém tivesse contraposto "All work and no play makes Jack a dull boy".

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  • M Manel

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