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Indulgências grátis e com data de validade.

por Fernando Lopes, 4 Set 15

Sempre estranhei o entusiasmo que o Papa Francisco gerou entre as boas gentes de esquerda. A igreja católica não passa de uma grande corporação, gerida por pessoas extremamente conservadoras, em perda acentuada de clientes e consequente receita nas regiões mais ricas do globo, com uma imagem danificada por causa dos casos de pedofilia, absolutamente inadaptada aos dias que correm.

 

Como a filosofia nasceu das reflexões ociosas de ricos comerciantes, a igreja católica só medra quando a pobreza é acentuada. Fornece um bem barato e intangível, esperança.

 

Na reunião do conselho de administração que elegeu o papa Chico foi decidido que face a todos estes problemas era necessário melhorar o marketing católico. É isso que é este papa, um bem conseguido produto publicitário que tudo muda para que tudo fique na mesma.

 

A prova disso é a modernização do conceito de indulgência, em que um papa descentralizador permite um subproduto do perdão para as mulheres que abortaram. Atenção, a promoção só é válida durante um ano, depois disso o prazo expira.

 

Tem a intelligentsia católica explicação para tudo menos para o fundamental: o perdão devia ser a regra, não a excepção.

 

Uma maioria esmagadora das mulheres não aborta porque lhes apetece, mas por dificuldades familiares e económicas, pelo que este perdão é como as promoções cruzadas do Continente e GALP. Pura manobra publicitária para enganar os incautos.

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O pior inimigo da igreja está dentro de portas.

por Fernando Lopes, 22 Out 14

IDiabo_Edição1973_21Outubro14_CAPA-326x406.jpgImagem alterada por sugestão do caçula

Ateu confesso, sigo com moderado interesse as questões que à igreja dizem respeito. No sínodo dos bispos sobre a família, e dada a abertura em questões de costumes do Papa Francisco, resta uma moderada desilusão.

 

Apesar da crescente aceitação dos homossexuais nas sociedades em geral, não me parece que os bispos estejam disponíveis para discutir e aceitar estas questões, pois muitos deles recusam assumir a sua própria homossexualidade, consequentemente, estariam menos disponíveis para tolerar uma diferença que ocultam, como se as opções sexuais fossem pecado.

 

Já no que concerne ao reconhecimento de casais constituídos por divorciados ou em união de facto, a recusa em aceitá-los como membros activos da instituição me parece um erro crasso, ele mesmo é ultrapassado pela realidade. Uma amiga, católica praticante, teve um casamento infeliz e divorciou-se, apenas do marido, não da sua fé. Aquando do segundo casamento fez questão de, numa cerimónia privada, receber a bênção de um sacerdote da sua confiança, que o não negou. Mais ainda, é catequista, ensina os mistérios da fé a crianças que os pais iniciam no catolicismo.

 

Ora se esta mulher – uma excelente pessoa – é boa para ser abençoada no seu segundo casamento, se confiam nela para ensinar o bê-á-bá da religião aos jovens, não é suficientemente boa para receber os sacramentos? Apenas os velhos bispos, numa atitude autista, se recusam a entender que as boas pessoas, com fé ou sem ela, são poucas, demasiado poucas para poderem ser tratadas como renegados.  

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