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Votar mata.

por Fernando Lopes, 24 Jan 16

Votar.jpg Numa passadeira a caminho da assembleia de voto

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Clara Ferreira Alves e o PS da Fonte Luminosa.

por Fernando Lopes, 11 Out 15

Interessado no debate político sigo regularmente «O Eixo do Mal» por reconhecer no painel uma qualidade que escasseia no comentário político: honestidade intelectual. Quase nunca concordo com Pedro Marques Lopes, mas reconheço-lhe um pensamento coerente e princípios sociais e humanistas da social-democracia. Estou quase sempre mais próximo das posições de Daniel Oliveira, mas nutro admiração intelectual por Clara Ferreira Alves. Durante os quatro anos de governo da coligação, indignou-se com a deriva direitista do governo, a acefalia face ao directório franco-alemão, o desemprego o empobrecimento. Ontem, ei-la talvez não surpreendentemente, a defender acordos parlamentares entre o PS e a PàF, encarando a possibilidade de uma aliança à esquerda como contra-natura e capaz de provocar sobressaltos nos «mercados». Sei há muito que o PS meteu o socialismo na gaveta, é mais conservador que a maioria dos partidos sociais-democratas europeus. Sei bem que co-existem dois PSs, um partido de poder a qualquer custo, e outro que ainda conserva ténues ideias de esquerda. Do primeiro demitiu-se Sérgio Sousa Pinto, um profissional da política desde os tempos das jotas e que nunca teve um dia de trabalho «normal». Este valoroso moço nunca fez a ponta de um corno excepto coçar o rabo pelas cadeiras do aparelho, vejam bem a dimensão da perda. Este PS que vocifera contra a direita e depois de agacha, servil e pactuante à frente da mesma, não é de esquerda, não serve à esquerda. Clara Ferreira Alves, não ultrapassou os tempos de PREC, ainda foi capaz de dizer «eu estive na Fonte Luminosa». Cara Clara, isso foi há quarenta anos, não vale a pena ficar presa no tempo. As coisas mudam, e este é um tempo de mudança.

 

Reconheço que como vencedora das eleições, a coligação PSD-CDS deve ser convidada a apresentar uma solução governativa. Se o não conseguir, não vejo nem constitucionalmente, nem politicamente impedimento para que outros o façam. Lamento que o espírito de revanche de alguns socialistas ainda esteja tão vivo. Neste tempo de divisões acentuadas, esse fantasma do passado conduzirá o PS num futuro não muito longínquo à irrelevância política. Se a Clara prefere validar um governo de direita, é lá com ela. A história encarregar-se-á de provar quem tinha razão.

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A morte das ideologias.

por Fernando Lopes, 5 Out 15

O facebook já elege deputados. As malucas dos gatinhos e cãezinhos têm representação parlamentar. Um partido sem ideologia, o PAN, elege um deputado. Que se lixem. Vou continuar a cometer o sacrilégio de comer bife mal-passado, tripas e chouriça de sangue. Bater-me-ei contra os direitos das melgas, sorrirei prazenteiro quando estalar uma pulga entre os polegares. De DUM-DUM na mão, marchar, marchar.

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Homens providenciais.

por Fernando Lopes, 10 Abr 15

Todos os cidadãos portugueses maiores de 35 anos têm o direito a candidatar-se à Presidência da República. A questão da idade mínima já é um paradoxo, uma vez que se um cidadão de 18 anos é bom para votar, pagar impostos e toda a parafernália de obrigações, não sei porque não o é para se candidatar a PR. Uma espécie de capitis diminutio que não se entende.

 

Os três proto-candidatos que se apresentaram à liça têm um aspecto comum: vêem-se como interventores no regime. Ora esse não é o papel do PR. Perdoar-me-ão a tibieza da imagem, mas um PR é como aqueles tipos do abastecimento dos F1. Apenas deve assegurar que a democracia tem o combustível suficiente para andar. Assegurar o normal funcionamento das instituições. Mais nada.

 

Não quero um PR com programas sociais, porque isso compete ao governo eleito. Não quero um PR que tenha como bandeira o combate à corrupção, porque para isso existe a justiça e as suas instituições.

 

Nenhum dos três candidatos tem a experiência política desejável para o lugar. Além disso, tenho um medo de morte dos homens providenciais porque a história me ensinou que não há nada mais dramático que a eleição de um deles. É consultar os manuais e analisar as tragédias, mortes e obscurantismo que os últimos homens-providência da nossa história causaram.

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  • M Manel

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