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Um certo nojo pelo dinheiro.

por Fernando Lopes, 4 Mar 15

Dou por mim a pedir à minha mulher que pague a conta do restaurante, supermercado, a maioria das transacções. Desenvolvi um certo asco pelo dinheiro, não pelo objecto em si, mas pelo que significa. Isto é escrito sem sobranceria ou manias de artista. Sem ser rico, nunca lhe dei grandemente pela falta. Talvez seja essa uma das razões do meu desdém.

 

Há porém outras. Por dinheiro trai-se, mata-se, prostitui-se, faz-se de tudo. Sei bem que nos pode proporcionar o essencial, continuo a não gostar dele. Hoje desmaterializou-se, tudo o que fazemos é via cartão, internet. De facto, o objecto tenderá a desaparecer. Não ficamos hoje tranquilos por ver num ecrã os dígitos que nos permitem seguir com a vida para a frente? Alguém paga um carro, uma casa, em cash?

 

Um simples depositante, se for a um balcão bancário levantar cinco ou dez mil euros, terá fortes probabilidades que uma quantia desse calibre não esteja no cofre. Não deve existir em papel-moeda nem um décimo do dinheiro que circula virtualmente. Não gosto de dinheiro, e recordo-me de um velho refrão de uma canção: What’s the coulor of money? Don't tell me that you think is green, me I know it’s red.

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