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Guarda-Roupa.

por Fernando Lopes, 24 Out 16

shoes.jpgZézinho comprou umas sapatas idênticas a estas

 

Não ligo muito à roupa, no sentido em que desde que esteja limpa e com aspeto não demasiado coçado, serve. Como a maioria das vezes uso exclusivamente preto com um blazer de bombazine (vários tons de castanho, do mais claro ao escuro), não perco grande tempo a escolher. Também compro roupa a granel, se experimentar uma camisa que me agrade e o preço for simpático, trago logo três ou quatro. O mesmo com os chinos. Hoje, porque os sapatos estavam a ficar velhotes – é verdade, sou capaz de usar durante meses o mesmo par – entrei na loja e pedi uns iguaizinhos aos que trazia calçados.

 

A empregada entrou em pânico.

 

- Vai comprar uns sapatos iguais? Assim parece que anda sempre com os mesmos.

 

- E?

 

- Não fica bem. Veja um modelo idêntico de que goste. Assim sempre se nota que são outros.

 

Acedi, trouxe um modelo ligeiramente diferente. Palavra que ainda hei-de entender este fetiche feminino com algo tão desinteressante como um par de sapatos.

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Peso de bailarina.

por Fernando Lopes, 29 Set 16

Ontem fui ao ginásio ao pé de casa fazer a avaliação física e para me prepararem um plano de treino. Quem me recebeu foi um jovem brasileiro, alto e seco. Meteu-me numa salinha, conversámos um pouco, mandou-me colocar em cima de uma maquineta e segurar com os polegares numa pega. A máquina lá fez as suas contas. Peso 74 – mais um que de manhã, aceito – IMC de 25, no limite máximo do aceitável. Até aqui nada de surpreendente. O que assusta é que o diabólico aparelho diz que tenho de perder 13 quilos de gordura e ganhar 700 gramas de músculo. Mais coisa, menos coisa, o objectivo é atingir 61, 62 quilos, peso que considero de bailarina.  Obviamente que me ri a bom rir e afiancei que se em 6 meses chegasse lá perto lhe compraria um presente.

 

Como que para me castigar, desafiou-me logo a treinar. Lá fui eu. Fiquei entregue a uma jovem chamada Miriam, uma simpatia com imensa paciência. Explicou o funcionamento de algumas máquinas, e fiz logo 10 minutos de marcha, 10 de bicicleta e 10 de elíptica. Suei como um porco, mas vim sem dores nos músculos. Amanhã regresso para que a treinadora me explique o funcionamento de outras máquinas e oriente um plano inicial. Juro por escrito que se nos próximos seis meses emagrecer 10 quilos e os transformar em músculo, acredito em milagres.

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Domesticado, nunca!

por Fernando Lopes, 11 Fev 15

toilet sign.jpg

 

Ao que parece na Holanda e provavelmente noutros países do norte este sinal é relativamente comum. Querem domesticar-nos. Nunca, jamais, em tempo algum, me porão a fazer chichi sentado. Eu e a minha testosterona conferenciamos aos 7 anos de idade e ela disse-me: um homem mija de pé. É uma coisa territorial, provavelmente vinda da nossa ancestralidade animal e que me recuso a abandonar. Recordo o tempo de petiz em que fazíamos concursos para ver quem fazia para mais longe, prova de masculinidade e divertimento garantido. Lembro-me também de encontrar na Tunísia mictórios colocados a 1,40m de altura. Urinóis para gigantes? Fazíamos uns às cavalitas dos outros com os riscos inerentes? A resposta foi simples, tinham-se acabado os canos, os locais do chichi foram até onde o tubo dava. Inúteis, mas másculos. Haveria estórias destas se como meninos bem comportados fizéssemos sentadinhos na sanita?

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