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Da ignorância dos técnicos da Peugeot.

por Fernando Lopes, 15 Mar 16

Um diário não é composto de factos grandiosos, antes de pequenas observações e outros tantos nadas que nos espantam. O carro da minha mulher sofreu um ataque de nervos e de quando em vez, sem aviso prévio, desliga-se. Como isto é particularmente perigoso para quem anda na VCI, sujeitando-se ao esmagamento por camião TIR apressado, levámo-lo à Peugeot.

 

Três mil metros quadrados de oficina e nem um macacão, os funcionários da marca mais parecem os pilotos do Paris-Dakar com camisas azuis e brancas e logotipos à maneira.

 

Dois dias depois e face à ausência de contactos informaram-na que não sabem o que o carro tem. Dezenas de licenciados em engenharia mecânica, electricistas, recepcionistas – gosto do termo recepcionista nas oficinas, parece que levamos o chasso a um spa e não a arranjar – e ninguém sabe dizer de que mal padece o veículo. Meios de diagnóstico electrónico, maquinetas para tudo e para nada e o mistério permanece.

 

A minha mulher disse-lhes o óbvio: se não derem uma volta com ele não conseguem descobrir nada. Virá então um «experimentador» que mais não é que um funcionário que passeia os carros dos clientes a ver se descobre alguma anormalidade.

 

As oficinas reproduzem as empresas modernas; muito sainete, show-off à fartazana, mas ninguém percebe a ponta de um corno do que está a fazer, limitando-se a ler e actuar acriticamente perante os diagnósticos que aparecem no portátil.

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O Fernando quer um alemão.

por Fernando Lopes, 29 Set 15

FumoTuboEscape.jpg

 

Não me refiro a um alemão de carne e osso, antes a um daqueles popós de luxo, poluentes e caríssimos que fazem a alegria do pato-bravo dos cinco continentes. Recordo que o sonho máximo da classe amanuense a que pertenço é ter um VW Passat, Mercedes ou BMW e um camarote no Porto. Ou no Benfica, vá.

 

Qualquer candidato a chunga com cinco coroas no bolso aspira a um alemão, mesmo que haja japoneses, franceses ou ingleses a prestar o mesmo serviço por menos 15.000 euros. É bom, é alemão, dirá com ar sério, encostando o queixo ao peito e reforçando a já exuberante papada.

 

Os alemães, esse poço de virtude, andaram a enganar meio mundo. Os seus intocáveis carros, e não só os VW, andam a software de hacker, deitando pelas bufadeiras ar quase respirável quando alguém lhes vigia a emissão de CO2 e poluindo mais que o comboio do Tua quando ninguém está a ver.

 

Lembro a Claudia Schiffer a fazer publicidade à Opel e o seu «It’s a German», como se isso por si mesmo fosse garantia de um patamar superior. E que tal «It’s a German thefore it polutes»?

 

Chego a uma conclusão preocupante: a VW não enganou só cidadãos, enganou estados. Parte dos impostos sobre os automóveis têm como base as emissões poluentes. Quanto é que os estados deixaram de receber ao atribuírem aos veículos alemães emissões falsas? Quererá «Passos, o alemão» incomodar a Sra. Merkel e a todo-poderosa VW com a sua Autoeuropa?

 

Recordo também a sra. chinesa que deixou o filho sozinho num dia de calor e ficou possessa porque lhe partiram o vidro do BMW. Sei bem que a estupidez aparece em modo multimarca, mas não deixo de me interrogar, será que faria o mesmo se o chaço fosse um Peugeot ou Toyota? Provavelmente não, não era alemão.

 

Definitivamente, este vosso escriba lida mal com a mentira, com os fariseus da indústria alemã, que dando-se ares de seriedade intocável e trabalho perfeito, tendo-se como reserva moral da Europa, montam esquemas fraudulentos.

 

Afinal não, não quero um alemão.

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  • M Manel

    Só agora vi a mensagem anterior - note-se que quem...

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    Não volta?!Vá lá...Escrever faz bem...e ler também...

  • Anónimo

    Que será feito do gerente desta coisa?Filipe em es...

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