Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Acção Poética (II)

por Fernando Lopes, 1 Fev 15

accao_poetica_4.jpg

«O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo.»

Fernando Pessoa
 
Deixado num «orelhão» na Rua de Cedofeita, perto da Praça Carlos Alberto

accao_poetica_5.jpg

«Se, pelo menos, pudéssemos viver duas vezes: a primeira para cometer todos os inevitáveis erros; a segunda para lucrar com eles.»
 
David Herbert Lawrence
 
Deixado colado na porta do bar «Candelabro», Praça de Montpellier 

accao_poetica_6.jpg

 «Não poucas vezes esbarramos com o nosso destino pelos caminhos que escolhemos para fugir dele.»
 
Jean de La Fontaine
 
Deixado no quadro de recados do Pingo Doce da Praça da República

A minha cidade é muito mais que um aglomerado de casas, ruas, monumentos. Como todas, é essencialmente pessoas. Sei de cor comerciantes, cafés e tascas, artistas e burgueses. Todos, do seu modo particular, correm-me nas veias. São histórias, vitórias, fracassos, heroísmos, medos, representam multiplicidade de cores, os vários modos de ser. Ser, ser humano, ser parte de uma paisagem mais de gente que de coisas. Ao sair de casa, menos de cinco minutos caminhados, encontrei o mimo-pintor. Conversámos sobre o que está a pintar, uma paisagem deste nosso Porto. Parei para o café habitual em Cedofeita, frente à Rua do Mirante. Ao fundo o Kurt Cobain de Cedofeita dedilhava uma melodia suave, a sua voz rouca estava hoje suave e melancólica, quase um sussurro. A angústia tinha-lhe dado folga. Estes dois mal-amados são também a minha gente. Aqueles que me tocam mais porque mais desprotegidos. Aqueles que estão à margem, que necessitam mais de carinho. Estranhamente ou talvez não, aqueles de que me sinto mais próximo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Acção Poética (I)

por Fernando Lopes, 26 Dez 14

Poetizar_1.jpg«Son Tus Labios Mi Frontera»

Acción Poética Tucumán

Deixado no café de fumadores do Centro Comercial Cidade do Porto

Poetizar_2.jpg

«Isto não é um mero cartão, mas sim um apagador de tristezas sem prazo de validade»

bloga-mos

Deixado numa árvore, Rua da Constituição, junto ao Café Poeta
Permanece intocado, preso à árvore.

Poetizar_3.jpg

«Sem um amor não vive ninguém. Pode ser um amor sem razão, sem morada, sem nome sequer. Mas tem de ser um amor. Não tem de ser lindo, impossível, inaugural. Apenas tem de ser verdadeiro»

Miguel Esteves Cardoso

Deixado num banco de jardim da rotunda da Boavista

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

  • Anónimo

    Não volta?!Vá lá...Escrever faz bem...e ler também...

  • Anónimo

    Que será feito do gerente desta coisa?Filipe em es...

  • Henedina

    Bom ano Fernando. Beijinho

  • Alice Alfazema

    Olá Fernando!Passei para te desejar um Feliz Natal...