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Sei que sou um tipo estranho.

por Fernando Lopes, 4 Out 16

Agora que todos os maços de tabaco contêm imagens pornográficas de mortos, pulmões, dentes estragados e o diabo a quatro, deu-me para escolher os «bonecos».

 

- Dê-me antes o que tem a senhora a cuspir sangue, o dos pulmões faz-me lembrar um talho.

 

- Olhe, pode ser o da traqueostomia.

 

Nos países em que esta medida foi implementada, algumas marcas ofereciam uma bolsa para encobrir as imagens. Em Portugal ninguém o fez. Quero o menos morte possível no meu maço de tabaco, s.f.f.

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33 comentários

De Fernando Lopes a 04.10.2016 às 22:20

Ana, é um vício com o alto patrocínio do estado, o selo de cada maço a dizer «República Portuguesa - Autoridade Tributária e Aduaneira», uma fonte de impostos importantíssima. Uma hipocrisia é o que é. Agora a fúria higienista vai chegar ao alimentar. Acho mal tudo o que seja policiar o cidadão. 

De alexandra g. a 04.10.2016 às 23:25

É neste nojo maior, precisamente, que reside o ponto da questão. Os milhões que o Estado empocha à conta dos "ignorantes" dos fumadores, que ainda têm que gramar com a merda das imagens; por mim, que sou ateia, preferia umas imagens de pelourinhos, como houve nas caixas de fósforos da minha infância, ou até mesmo de santinhos (à pagela, em doce!), que sempre dariam colecções para os gostos de muita gente, ou Like(s)!, do referido Estado, que tem tanto, mas teria tanto, a ganhar.


Filhos da puta, vão mesmo morrer no término de um orgasmo, como tu mais ou menos referiste (cheios de saúde :)

De Fernando Lopes a 04.10.2016 às 23:33

Repara, Alexandra, acho que é dever do Estado informar os cidadãos. As mensagens no tabaco não me parece mal, um folheto a explicar alguns dos malefícios do tabaco, também não. Isto é só «gore», sangue por sangue, puro mau-gosto, ultrapassando em muito o dever de informar. E deixa-te de merdas, que depois de te dizer o que não podes fazer (fumar), o que não deves comer (mais imposto), vão-te dizer como é que deves «fazer o amor». 
Image

De alexandra g. a 04.10.2016 às 23:36

o quê?
então, mas não andam já? Image

De Fernando Lopes a 04.10.2016 às 23:41

Nah. Deixaram publicar as 50 sombras do coisinho. Não li, mas acho que mete tau-tau, bondage e outras ceninhas softcore.  Já leste «Pornopopeia» do Reinaldo Moraes? Esse sim. ;)

De alexandra g. a 04.10.2016 às 23:45

Not yet, mas encontro miríades de erotismo nas cousas  principalmente não enunciadas :)


Quanto às 50 merdas, temos dito: unread, forever :D

De alexandra g. a 04.10.2016 às 23:54

have you been drinking or just started your lessons on driving a 125? Image

De Fernando Lopes a 04.10.2016 às 23:58

I'm trying to to both, drinking and driving, but I always spill the beer. 

De alexandra g. a 05.10.2016 às 00:01

Caraças, e eu a pensar que Aquele Encontro com a Pilar tinha produzido Milagres Image 

De HORIZONTE XXI a 05.10.2016 às 16:30

Tens toda a razão Fernando e sabes que concordo por princípio mas numa perspectiva pragmática é preferível á alternativa de cortar reformas, pensões e salários, deixando os €€€ nas mãos das pessoas para que elas decidam em que gastar sabendo que alguns produtos pelas consequências que tem no colectivo devem ser mais taxados.
Por exemplo, os putos hoje consomem muito mais comida de plástico do que nós consumíamos quando jovens, daqui a trinta anos estes putos vão entrar todos no sistema nacional de saúde com "doenças da modernidade" mas entretanto alguém fez milhões de euros de lucro, é justo ou não que sejam mais taxados e esses impostos usados para um SNS de maior qualidade?


Abc o mais livre possível.

De Fernando Lopes a 05.10.2016 às 18:37

Aceito isso com alguma relutância uma vez que o tal de imposto sobre o tabaco já deve estar perto dos 90% do preço de um maço. Também temos uma geração de crianças que tenderão a ficar viciados na comida de plástico, logo, futuros obesos, e nem por isso acho que seja mais importante taxar que informar. E que tal taxar a riqueza - riqueza mesmo, não a treta dos 500.000 - para ser redistributivo, em vez de policiar o cidadão? Simples, o normal cidadão não consegue ter sede fiscal na Holanda ou Luxemburgo. O resto são tretas, medidas de tostões que atingem sempre os mesmos. 


Abraço libertário. 

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