Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Rivalidade feminina.

por Fernando Lopes, 5 Jun 15

Hora de almoço no centro comercial. Mãe e filha entram no restaurante. A progenitora terá cerca de 50 anos, a cria não mais de 19. Veste uns calções diminutos que revelam as longuíssimas e bem torneadas pernas, um rabo pequeno e bem-feito, seios firmes, rosto fresco e olhos claros. Todos os olhares masculinos se concentram na mais nova, ignorando totalmente a ainda bem composta senhora. A jovem, ciente do impacto causado, faz uma série de movimentos cuidadosamente coreografados, desde o cruzar de perna, ao levantar-se e deambular pela sala com ar displicente.

 

No olhar da mãe não há admiração ou carinho pelo rebento, antes um desmedido desconforto. Não é causado pelo impacto da filha entre os machos, mas pela pura rivalidade de quem foi ultrapassado pelo tempo. Ter-lhe-ão passado pela cabeça momentos não muito distantes em que o estrelato era seu, existe agora nítida frustração pelo papel de actriz secundária.

 

Vem-me à memória uma frase que ouvi algures: «Não tenho medo da morte, tenho medo do tempo».

Autoria e outros dados (tags, etc)

4 comentários

De redonda a 05.06.2015 às 20:01

Não poderá ser antes madrasta, tia ou prima afastada?
Gosto mais de ver as mães que se orgulham da beleza das filhas, mais do que da delas.

De Fernando Lopes a 05.06.2015 às 20:07

Poderá ser assim nalguns casos, naquele não. Envelhecer custa, sei do que falo.

De Corvo a 06.06.2015 às 17:34

Vê-se muito disso. Ultimamente é regra.
Peruas velhas encarquilhadas pavoneando-se como se fossem frangas.
Rídiculo, mas pensam que são as maiores e que as pessoas vêem nelas as eternas juvenis.
Mas nos homens também.
E que se passa com o seu Porto que anda tão caladinho? Alguma anda a armar, certamente.
Por acaso o caro Fernando não esta ao corrente de nada, não?
Um excelente fim-de-semana

De Fernando Lopes a 06.06.2015 às 18:16

Não sei descrever, mas aquilo era algo mais, uma espécie de dor pela juventude perdida. Compreendo-a, sei que dói.
O meu Porto arranjou um equipa que era um Ferrari e um tipo sem carta de condução para guiar. Agora o bólide fica sem peças e com o mesmo marreco ao volante. Tenho pena, mas vai ser um desastre. 

Comentar post

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback