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Respeita os aleijadinhos, o caralho!

por Fernando Lopes, 26 Fev 15

schauble.jpgExistem modelos eléctricos, ó forreta!

 

 

A minha avó, uma santa, que se o céu existisse já teria destituído deus e era a gestora do empreendimento, gostava de me dar conselhos. Não te metas com prostitutas, não andes na droga, fuma menos, e um sentido, não gozes com os aleijadinhos.

 

Esta advertência deu-ma porque em criança gostava de imitar um tipo com um problema neurológico qualquer, que tremia como varas verdes, arrastava penosamente a perna direita e a quem baptizei de digue-digue. Ainda hoje gosto de arrojar a perna, colocar as mãos como um louva-a-deus e fazer essa imitação. Faço-o em privado, com medo que um calhau do politicamente correcto me caia sobre a cabeça, a esmague, e se veja, claramente visto, que cá dentro só tenho serradura.

 

A avó – não sei se já disse isto, mas era uma querida – ensinou-me a respeitar os aleijadinhos, e como bom menino, faço-o. Ou melhor, fazia-o. Tenho na vida um momento A.W.S. e D.W.S., trocado em miúdos, Antes de Wolfgang Schäuble e Depois de Wolfgang Schäuble. O homem tem um ar sinistro, parecendo daqueles pérfidos vilões de cinema que têm um guarda-costa de dois metros de alto por dois de largo a empurrar o aparelho em que se locomove. Como o preço dos bodyguards deve estar pela hora da morte, até para um boche maléfico e forreta, contratou a nossa ministra das finanças para lhe empurrar a cadeira.

 

Frau Albuquerque trabalha fiel e graciosamente só para aparecer na fotografia, é o protótipo da enfermeira que se apaixona pelo paciente. Acho que existe ali uma pérfida atracção sexual. Sabe bem que o velho Schäuble, mesmo em cadeira de rodas, já conseguiu foder 10,8 milhões de portugueses, 10,7 milhões de gregos, 4,8 milhões de irlandeses, and counting.

 

É por isso que, pela primeira vez na vida, pus de lado os conselhos da vovó e desejei que o levassem e à sua cadeirinha até ao cabo da Roca e lhe dessem um piedoso empurrãozinho. Respeita os aleijadinhos, o caralho! 

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9 comentários

De Ana A. a 27.02.2015 às 09:43

Muito bom!
Eu, e não sei mais quantos milhões partilhamos dos seus sentimentos por esta besta e sua acólita! Mas devo alertá-lo que "não se deve gozar com os aleijadinhos", mas são aqueles de nascença, coitados, que lhes tocou em sorte vir a este mundo já fragilizados, que não é o caso deste energúmeno. Se calhar neste caso podemos usar o :"Cá se fazem, cá se pagam!" ;)

De Fernando Lopes a 27.02.2015 às 10:21

O meu problema com o homem é estritamente político, a deficiência interessa-me pouco. Mas neste mundo do politicamente correcto, apeteceu-me ironizar. Estava à espera de ser insultado e nada... ;)

De bloga-mos a 27.02.2015 às 11:55

Eu obrigava-o a fazer a volta a Portugal em bicla na sua cadeirinha com a Merkel ao colo sem direito a assistência técnica...

De Fernando Lopes a 27.02.2015 às 12:47

E sem água. Primeira etapa a subida à Senhora da Graça.

De Inês a 27.02.2015 às 14:56

Ó pá o que eu me ri. Pensei que era só eu que via um drácula deficiente. Afinal é só deficiente. Literalmente. A pena é estar acompanhado de outros da mesma estirpe que dão cabo da vida a toda a gente. Mas o post está muito bom. :)

De Fernando Lopes a 27.02.2015 às 15:08

Se repares, mesmo nas fotos de rosto, ele tem um olhar malévolo. Faz lembrar aqueles vilões dos filmes do 007. :)

De pimentaeouro a 28.02.2015 às 22:52

Eu mandava-o a ele e à enfermeira para a Síria mas o cabo da Roca também me parece boa ideia.

De Fernando Lopes a 01.03.2015 às 18:05

Na Síria existe a remota possibilidade de sobrevivência. Já uma quedazinha sem rede... ;)

De pimentaeouro a 01.03.2015 às 20:42

Ok. seja a queda.

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