Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Quando o Ganges não correu para o mar.

por Fernando Lopes, 21 Set 14

Iluminação de um relâmpago sobre Cedofeita

Involuntariamente coloca-se o escriba em cima do acontecimento, ou o acontecimento lhe cai, como mosca em mel, rigorosamente em cima. Caminhada com paragem em esplanada de Cedofeita, junto à esquina com a Rua do Mirante, frente a loja onde outrora se estabeleceu saudoso guarda-soleiro. De vizinhança duas dengosas jovens brasileiras e casal galego consumidor de mais «porros» diários que mandaria o bom senso.

 

À minha frente espanta-me esquadria de porta, uns bons graus desnivelada, tombando ostensivamente para a direita. Num nicho da sapataria Teresinha um casal sem-abrigo monta nocturno abrigo.

 

Deve este vosso servo ter ar próspero ou otário carimbado na fronte. Um cigarro para misturar com o haxixe galego, um café para o sem-abrigo, S. Pedro a escoar o excesso de água, deixando-a cair toda sobre esta cidade. Conceder a chuva e trovoada, a água limpa a alma, pecados, omissões, culpas minhas e alheias, ali fico como que purificado por um Ganges que não corre para o mar, mas contra a ordem das coisas, cai impiedosamente. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

5 comentários

De Carlos Azevedo a 21.09.2014 às 23:38

Por vezes, o destino corrige a minha falta de tempo. Foi um prazer rever-te.
Grande abraço!

De Fernando Lopes a 22.09.2014 às 00:06

Sobrevivemos à amostra de dilúvio. Um, acho que concluiu com faustoso jantar, outro, resgatado pela consorte em arca de marca Peugeot. 
Um enorme abraço e bom regresso a Londres.

Comentar post

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

  • JOSÉ RONALDO CASSIANO DE CASTRO

    O Pretinho do Japão é citado, como profeta, em Ram...

  • Anónimo

    Quando a sorte é maniversa nada vale ao desinfeliz...

  • M Manel

    Só agora vi a mensagem anterior - note-se que quem...

  • M Manel

    Uma ajuda... Arranja aí uma base para eu poder de...