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Quando o ciúme é crime.

por Fernando Lopes, 24 Set 14

O ciúme faz forçosamente parte de uma relação? Existe uma dose certa? Quem não é ciumento é anormal? Devo ter gasto a maioria do stock de dor-de-cotovelo na adolescência e juventude. Associo o sentimento a posse e insegurança; não sou proprietário de ninguém e os temores que me roubem a pessoa amada, não passam disso mesmo, temores. Perante abandono ou traição nada mais me restará senão aceitar a evidência que a relação terminou.

 

Não sou no entanto indiferente aos crimes passionais que enchem tablóides, ao sadismo louco de alguns actos. Mulheres desfiguradas com ácido, queimadas, vítimas de sevícias inimagináveis em nome do amor. Ocorre-me esta prosa a propósito de título de um matutino «Homem queima mulher para que ninguém mais a deseje».

 

É isto amor? Existirá castigo adequado para um psicopata deste calibre? Não sou seguidor dos teóricos da justiça de taberna que por aí pululam, mas se não forem aplicados castigos exemplares a este tipo de crime,  mulheres (e alguns homens) continuarão a ser vítimas de manifestações de domínio e desta tresloucada forma de amar.

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13 comentários

De Anónimo a 26.09.2014 às 11:52

Durante anos da minha juventude vivi quotidianamente com a insanidade de um ciúme possessivo e irascível. Durante e após o término de tal relação pensei muitas vezes que se hoje estivesse com essa pessoa não seria mais um número na estatística.
Seria?
MM

De Fernando Lopes a 26.09.2014 às 13:04

A essa questão apenas tu serás capaz de responder.

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