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Quando o ciúme é crime.

por Fernando Lopes, 24 Set 14

O ciúme faz forçosamente parte de uma relação? Existe uma dose certa? Quem não é ciumento é anormal? Devo ter gasto a maioria do stock de dor-de-cotovelo na adolescência e juventude. Associo o sentimento a posse e insegurança; não sou proprietário de ninguém e os temores que me roubem a pessoa amada, não passam disso mesmo, temores. Perante abandono ou traição nada mais me restará senão aceitar a evidência que a relação terminou.

 

Não sou no entanto indiferente aos crimes passionais que enchem tablóides, ao sadismo louco de alguns actos. Mulheres desfiguradas com ácido, queimadas, vítimas de sevícias inimagináveis em nome do amor. Ocorre-me esta prosa a propósito de título de um matutino «Homem queima mulher para que ninguém mais a deseje».

 

É isto amor? Existirá castigo adequado para um psicopata deste calibre? Não sou seguidor dos teóricos da justiça de taberna que por aí pululam, mas se não forem aplicados castigos exemplares a este tipo de crime,  mulheres (e alguns homens) continuarão a ser vítimas de manifestações de domínio e desta tresloucada forma de amar.

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13 comentários

De O Abominável Careca a 24.09.2014 às 21:45

E a pergunta impõem-se...O que fazer e que raio de enquadramento legal se consegue alcançar para um indivíduo(a) que comente um crime passional com requintes de malvadez?!
Enviá-lo(a) para clínicas de  recuperação com o apoio de sedativos diversos e acompanhamento psiquiátrico à altura?!
Internar o prevaricador de modo compulsivo e sentenciá-lo a pena perpétua?!
Colocar o indivíduo numa qualquer classe de terapia de grupo para permitir o "ultrapassar" de um trauma referente a uma qualquer rejeição com o qual nem o próprio sabe ou tem a mínima ideia do mal que causou?!
E se por acaso a vítima fosse alguém que nos é intimo?!
A única certeza que tenho é que situações destas não podem nem devem ficar impunes e as consequências de tais actos devem ter uma punição exemplar para que nunca mais se repitam!!! E o resto é simples retórica...

De Fernando Lopes a 24.09.2014 às 22:40

Também não tenho respostas, só dúvidas. Os especialistas em justiça e saúde mental deveriam ser convidados a definir um quadro legal e, se possível terapêutico, específico para estes casos. NMHO trata-se de algo muito além da violência doméstica ou de tentativa de homicídio que enquadram este tipo de crime.

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