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Portugal, campeão de divórcios.

por Fernando Lopes, 20 Out 16

Scan0003.jpgInfografia da «Visão»

 

Leio a «Visão» de hoje e entre muitos outros dados estatísticos descubro que Portugal é campeão de divórcios, 70% dos casamentos terminaram assim. Não me interessa julgar, as estatísticas são o que são, e neste caso surpreendentes, pois Portugal encontra-se à frente de países mais liberais nos costumes como a Finlândia (55%), Suécia e Holanda (52%). Talvez os portugueses se divorciem mais porque casam mais. Provavelmente jogam as fichas todas numa relação que depois caduca.

 

Num plano pessoal diria que sou de relações estáveis. Mulheres que permanecem mais que uma memória foram apenas três, uma ainda antes de entrar para a faculdade e que durou um ano, um longo relacionamento de nove anos que expirou mais por circunstâncias adversas que por outra coisa, e este casamento que já resiste há 23. Entre os meus amigos há de tudo. Quem tenha relações de quase quatro décadas (casaram com a namoradinha(o) de liceu), quem tenha uma vida afectiva mais agitada. Amo-os a todos, o seu estado civil, uma irrelevância.

 

Não deixo, no entanto, de pensar que sou um tipo estranho, de relações duradouras, pouco dado a oscilações amorosas. É mau, é bom? É só o meu jeito.

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22 comentários

De Alice Alfazema a 20.10.2016 às 21:13

Alexandra, eu sei que os mecanismos sociais foram criados para situações que merecem proteção social, e há naturalmente imensa gente que precisa disso,  no entanto há também muita gente que se aproveita disso de forma a melhorar a  sua situação financeira, enquanto um pai divorciado alimenta os seus filhos pela folha do IRS, o pai ou mãe casados, fazem sopinha em casa com o ordenadito conjunto. Devido ao local onde trabalho e a situações que conheço acredito que a realidade seja outra daquela mostrada no estudo. 

De alexandra g. a 20.10.2016 às 22:34

É que, Alice, choca-me que duas pensões de alimentos (por baixo, baixinho) possam ter contribuído para benefícios, no caso de uma pessoa que se movimenta num topo de gama (se avariar, há outro), via verde, cartão de crédito também da empresa para refeições, etc. (chama-se 'representação'), gadgets do último grito, subsídios para a farpela, tlm pago, eu sei lá, enquanto... uma espécie de ordenado mínimo. 


Mas sim, como dizes, 'studies will be studies'. Os casos é que são distintos. Mui distintos, na verdade, e conheço vários, gritantes de injustiça: social, indicidual, you 

De alexandra g. a 20.10.2016 às 22:36

corrigindo: social, individual, you name them :)

De Fernando Lopes a 20.10.2016 às 22:49

Independente das considerações que as meninas aqui fazem, e dos «divórcios ficais», um divórcio normal é sempre um fracasso. Quando as pessoas se juntam esperam que corra bem. Não me choca nada que se correu mal cada um siga o seu caminho.
E como é se duas pessoas estão divorciadas e têm a mesma morada fiscal? As finanças não desconfiam?

De alexandra g. a 20.10.2016 às 22:52

Se forem espertos, mudam a morada fiscal. Mas sim, conheço casos desses, por mor de dívidas arrepiantes: divórcios por conveniência. Fiscal, etc.

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