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Porque não dou dinheiro a drogados.

por Fernando Lopes, 22 Out 15

Falava hoje com um amigo e explicava-lhe que a minha generosidade não tem barreiras morais, é-me indiferente se o que dou vai ser gasto em comida, tabaco, vinho ou prostitutas. Não dou a drogados. Porquê? Não implica nenhum julgamento moral, quero lá saber se o Manel ou Joaquim são agarrados. Não dou porque estaria involuntariamente a alimentar o circuito do tráfico, desde o dealer de esquina, até ao magnata da droga. Tornassem a poeira legal, vendida em estabelecimentos autorizados, com lucro para o comerciante e impostos para o estado e doaria com o mesmo desapego com que o faço a um alcoólico. E sim, estou a fazer um julgamento moral sobre traficantes.

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6 comentários

De Ana A. a 23.10.2015 às 16:00

Há quem defenda que não se dando dinheiro para a droga, pode-se estar a fomentar o crime violento. É muito difícil tomar uma posição!

De Fernando Lopes a 23.10.2015 às 19:05

Para o pequeno furto talvez um toxicodependente tenha genica, não os estou a ver com força ou capacidade para crimes violentos. De qualquer modo sou demasiado gordito e maluco para me intimidarem. ;)

De pimentaeouro a 24.10.2015 às 17:26

Há muitos interesses ocultos que combatem a legalizada, o dinheiro a correr bedaixo da mesa é mais limpo.

De Fernando Lopes a 25.10.2015 às 10:20

Verdade. Grandes fortunas e teias de favores iriam pelo cano abaixo com a legalização.

De pto a 27.10.2015 às 17:28

Mencionou que não se importa se o dinheiro é para prostitutas. Ora a prostituição tb não é "vendida" em estabelecimentos legais, também só dá real lucro ao chulo e não paga impostos ao Estado. Denoto assim uma certa contadicção no texto. Cumprimentos cordiais.

De Fernando Lopes a 27.10.2015 às 18:03

Tem razão. Quando escrevi queria dizer que me era indiferente se gastasse o dinheiro em sexo. Obviamente que a prostituição, quando é por necessidade, é um facto lamentável, bem como o tráfico humano. Não se esqueça que apesar de tudo existe também um pequeno nicho de prostitutas em regime de free lance, senhoras do seu «negócio». Mas no geral, tenho de concordar consigo e não era isso que pretendia dizer.

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