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Por ser o último dia de colégio da criança saí um pouco mais cedo. Quase a chegar a casa, um táxi tenta sair de um estacionamento irregular para a rua e tenho de fazer uma manobra de recurso para não bater. O filho da puta buzinou-me.

 

Quando fico colérico qualquer pingo de educação ou bom senso desaparecem. Saio do carro.

 

- O que é que queres? Estás a buzinar porquê?

 

- Não pode andar assim.

 

- Ó meu filho da puta, sais de um sítio em que é proibido estacionar, quase me abalroas e ainda estás a mandar bitaites? Põe-te a andar ou eu dou-te uma tareia que nunca mais te levantas; seu filho da puta, atrasado mental.

 

O marmelo caiu em si, viu a asneira e arrancou rapidamente. Bom para ele, porque possesso como estava o cabrão acabava num hospital. Podia tolerar a infelicidade se partisse de um condutor normal, mas de um profissional?

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5 comentários

De G. a 31.07.2015 às 22:05

Quase todos os dias entro num cruzamento que, embora não parecendo, não tem sinais e usa-se a regra da direita. Usa-se, o caraças, porque - especialmente elas - quando levam a buzinadela por não me deixarem entrar, atacam-me de puta e vaca para cima (ou será para baixo?). É o meu momento diário de adrenalina à matador. Um dia, quando a TPM estiver ao rubro, ainda vou à fuça a alguma, sei que sim, embora não faça nada o meu género.
Conduz-se tão mal e sem civismo nenhum. 

De Fernando Lopes a 31.07.2015 às 22:57

Querida G., não sou um tipo violento, mas também nunca me esquivei a um confronto físico quando tal foi inevitável. Se a cólera toma conta de mim. transformo-me num ser execrável. A atitude, vinda de um tipo que ganha a vida ao volante libertou o meu Hulk interior. 


E perde as estribeiras, por uma vez deixa o animal vir à tona. Essas putas vão ver o que elas mordem. ;)

De G. a 01.08.2015 às 12:28

:)


Há dias em que me rio, outros em que - por gestos - lhes ensino a diferença entre esquerda e direita. Também me acontece com homens, mas esses, parece-me, apercebem-se mais depressa do porquê da buzinadela e não barafustam. (Só os condutores da Carris parecem saber as regras. Os taxistas... bem, é melhor nem falar dos taxistas de lisboa.) 
Ando mesmo farta daquele momento.

De Inês a 03.08.2015 às 10:03

Ahahaha. Consigo imaginar a cena como se estivesse a vê-la. E não é bonito, não senhor? Depois admira-se que a criança chame palhaço a quem abranda no amarelo? Ai, ai, Senhor Fernando Lopes. Mas que deu para rir deu. E eu eu sei que às vezes é mesmo incontrolável ter reacções mais ... vigorosas, vá.
Beijinhos
Inês

De Fernando Lopes a 03.08.2015 às 11:18

Inês, todos temos um cruzamento entre uma peixeira e um Hulk dentro de nós. Ocasionalmente dou-lhes uns momentos de liberdade e o resultado é este. :)


Beijo.

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