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Partilhar a cama e dividir as contas.

por Fernando Lopes, 8 Jan 16

Nunca o fiz, nem mesmo quando namorava. Juntava-se a massa de ambos e ia-se até onde o dinheiro desse. Quem faz a gestão financeira da minha casa – para dizer verdade a gestão quase toda – é a minha mulher. Um conhecido, divorciado há uns tempos, decidiu juntar-se com uma moça. Como ela já tinha casa, resolveram ficar em casa dela. Tentou um acordo que se revelou impossível. Como só preciso de 500 euros por mês para as minhas despesas, deposito o resto na tua conta e tu fazes a gestão que quiseres. A rapariga encarou mal, achou que ele se estava a desresponsabilizar, que as despesas tinham de ser divididas a meio e cada um ficar com o seu dinheiro. Diga-se de passagem que ele ganha bastante mais que ela e que a jovem não ficara de modo algum prejudicada.

 

Lamentava-se de nos fins de mês andar a rachar contas com a mulher com que tinha feito amor na noite anterior. Compreendo-o, penso da mesma forma.  Ganho o suficiente para viver sem dificuldades ou luxos, e procederia do mesmo modo. Não me quero chatear com dinheiro, só comprar cigarros, ir a umas jantaradas, comprar uma ou outra peça de roupa. Este procedimento é assim tão anormal? Digam as senhoras e os homens de sua justiça. 

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14 comentários

De Anónimo a 08.01.2016 às 19:30

E se fosse ao contrário? Homem a gerir contas da casa com toda a responsabilidade que implica e mulher só a ficar com a maquia combinada para gastar à vontade nas suas coisinhas? Se eu tivesse que escolher, queria essa parte para mim. Mas não deve haver regras nestas coisas, a forma como gerem tem que satisfazer a ambos, é uma boa negociação...é por aí que passa a vida a dois. 
~CC~

De Fernando Lopes a 08.01.2016 às 19:37

Deve ser genético. Que me recorde tanto o avô como o pai sempre confiaram na sageza e capacidades de gestão femininas. Durante a minha vida foram (felizmente) poucas as vezes em que tive de me preocupar verdadeiramente com dinheiro, daí talvez esta displicência. Tenho um problema grave que assumo: foi criado por uma mulher zeladora por temperamento e o meu modelo não evoluiu desde a infância. 

De Inês a 08.01.2016 às 19:50

Na minha casa também sou eu que sei para onde irá o dinheiro, mas as contas são divididas...

De Fernando Lopes a 08.01.2016 às 19:57

Pode-se partilhar a vida, os corpos, e dividir contas, Inês? Faz sentido? 

De Alice Alfazema a 08.01.2016 às 20:19

Eu partilho tudo há mais de duas décadas, para mim não faria sentido de outra forma.  Não partilho a minha vida com outra pessoa por departamentos, entre os quais a contabilidade, partilho-a pela confiança, se isso deixar de ser verdade, então não merece a pena fazê-lo.  

De Fernando Lopes a 08.01.2016 às 20:24

É assim também que funciono. Admito que haja outras formas de analisar o problema, simplesmente não se adaptam à minha maneira de ser e de encarar a vida a dois.

De Anónimo a 09.01.2016 às 10:50

Procuro companheira para dividir fluídos amorosos...
Filipe do coiso 

De Fernando Lopes a 09.01.2016 às 13:40

Sei que não era bem isto que querias dizer. Assim, além de rude soa uma bocado desesperado.

De Anónimo a 09.01.2016 às 17:04

Um bocado, Nando? A tua gentileza é ilimitada...
Filipe coiso e tal... 

De redonda a 09.01.2016 às 22:52

Estando os dois de acordo, qualquer combinação está bem.

De Fernando Lopes a 10.01.2016 às 00:55

A vida a dois não é assim, Gábi. Muitas vezes são «vitórias» e «derrotas» e sobretudo um enorme jogo de cedências, mais ainda que de compromisso. O meu amigo não estava de acordo, cedeu porque o amor falou mais alto. 

De Carlos Carvalho a 11.01.2016 às 11:52

Sou casado há 30 anos , a minha esposa gere todas as contas e nunca me preocupei em saber onde  gasta ( até porque é uma furreta ) . Quando preciso de dinheiro , peço e ela nunca me recusou ( lol ) . Se tive-se que viver com alguém e dividir as contas , independente de quem ganha-se mais , separava-me e quando me desse vontade de ter algo mais , pagava . Se é para ser comercial , fico sozinho .

De Carlos Carvalho a 11.01.2016 às 11:53

Forreta ( desculpem o erro )

De Fernando Lopes a 11.01.2016 às 19:10

Por acaso não acho que as mulheres sejam forretas, normalmente têm muito mais noção do preço das coisas do que nós e consequentemente valorizam mais o dinheiro. A não ser os bens que consumo diariamente, nunca sei o preço de nada. Num supermercado ou mercearia sou um tipo fácil de enganar.

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