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Parado.

por Fernando Lopes, 29 Mar 14

Há momentos em que a vida pára. Não no sentido de morte, mas na encruzilhada em que não  estamos certos do caminho a seguir. Continuamos fiéis a ideais e princípios transformando-nos numa imitação barata de Quixote, adaptámo-nos ao tempo estranho que corre, deixámo-nos ir na corrente ou nadamos vigorosamente contra?

 

Não tive vontade de sair do quente e recolhido útero materno, debati-me 7 horas para levar com este mundo nas ventas. Na verdade não nasci, obrigaram-me, pressentia que tudo o que se recorda são efemeridades de fortuna e alegria. Nasci roxo, como qualquer criança que luta para não nascer. De forma estranha, quase premonitória, vinha com a cor do luto em mim.  

 

Assim, perdido e parado, olho em volta sem saber o rumo. Melhor manter a cerviz direita, escolher um destino e seguir a estrada. A algum sítio me há-de levar.

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8 comentários

De Fernando Lopes a 29.03.2014 às 19:00

Obrigado, Ana. Ajuda-me sempre com um pouco de luz, quando o mundo se me torna cinzento.

Abraço.

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