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O polícia brutamontes e o pai cretino.

por Fernando Lopes, 19 Mai 15

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Tinha prometido a mim mesmo não escrever sobre este tema, mas é mais forte que eu. A indignação da semana é a pancada que um adepto do Benfica leva frente ao filho. Que fique bem claro que a violência do guarda é absolutamente selvática e digna de condenação. Que fique igualmente claro que um pai que leva uma criança de tenra idade para um jogo de alto risco é um completo cretino.

 

Paineleiros e comentadeiros são unânimes na condenação. Sou pai de uma criança mais ao menos da mesma idade. Levá-la-ia a um jogo de alto risco? Absolutamente, não.

 

Os comentadores da praça vêem-se nos anos 70 e 80 em que era comum uma família assistir a um jogo de futebol. Já não o é, pelo menos nestes grandes desafios. Envergonho-me quando os adeptos do meu clube vão a Lisboa e se divertem a pilhar estações de serviço pelo caminho. Lastimo o estado em que benfiquistas ou sportinguistas deixam a carruagem de comboio que os trouxe ao Porto. Mas o futebol é desde há muito domínio onde os grunhos pululam como cogumelos.

 

O politicamente correcto que censura um pai que dá uma palmada ao filho, que condena para a eternidade o que não se exila voluntariamente na varanda para fumar um cigarro, acha absolutamente normal levar uma criança a um jogo de futebol de risco no meio de uma claque ou similar.

 

Vão bardamerda.

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15 comentários

De Ana A. a 19.05.2015 às 20:49

Este mundo está cada vez mais povoado de brutamontes e cretinos. Temos que nos adaptar ao meio!
Vou ilustrar o meu estado de alma acerca do assunto:
Moro num 1º andar por cima de uma confeitaria minúscula, que tem passado de mãos em mãos porque o que mais há é cafés e cafézinhos. Vai daí, a actual condómina do dito cujo, (para aumentar a facturação), lembrou-se de pôr karoke aos domingos, de 15 em 15 dias, mas desde o início de maio já vai no 3º consecutivo. Isto desde Novº passado. Aquilo não é insonorizado e incomoda-me o barulho e a fauna frequentadora. Em Março mandei um mail ao provedor do munícipe e resultou que tiveram uma visita da polícia municipal. Só que efeitos práticos nenhuns. Continua o barulho, aumentou a frequência dos eventos, para semanal, e a minha filha que anda no 11º e tem exames este ano desespera pois perturba-lhe o estudo. Perante a minha impotência para resolver isto, acabei por lhe dizer noutro dia: Olha filha, temos que ter paciência. Afinal, mais vale ouvir música alto (e foleira) do que ouvir tiros de metralhadora e obuses...
E assim vai o mundo...

De Fernando Lopes a 19.05.2015 às 21:16

Não me quero adaptar. Neste plano, é evidente a brutalidade policial. Salta também aos olhos a falta de bom-senso do pai que leva para um evento perigoso uma criança pequena. 


Quanto aos seus vizinhos do batuque, queixe-se, se querem por a música que insonorizem minimamente a taberna. 

De redonda a 19.05.2015 às 23:44

Pois...também tinha pensado nisso, que se tivesse filhos pequenos não os iria levar a um jogo daqueles (e como não gosto assim muito de futebol seria bem melhor ir ao cinema ou passear).

De Fernando Lopes a 20.05.2015 às 00:42

O futebol tornou-se um desporto perigoso, principalmente para o público. Ainda recordo os tempos longínquos em que era normal ver famílias inteiras, esse espírito perdeu-se.

De Corvo a 20.05.2015 às 08:56

Bom dia.
A ignorância do pai não justifica a selvageria policial, acho!
A carga de cassetete ao pai e os murros ao avó é que está em causa.
O pai levou o filho ao futebol e nada aconteceu por isso. Sai com o filho e é agredido na rua. Era na mesma agredido se em vez de ter ido ao futebol com o filho, estivesse ali com ele, na mesma hora e vestindo à Benfica que traziam e dessem com o mesmo energúmeno adepto portista, que por acaso era policia.

De Fernando Lopes a 20.05.2015 às 09:26

Nunca justifiquei a violência policial que é injustificável. O pai tem pouco amor ao filho para o levar para um ambiente hostil. Os animais não são portistas ou benfiquistas, são animais.

De Corvo a 20.05.2015 às 09:55

Não são animais quer sejam portistas ou benfiquistas, ...alguns. que outros são piores.
Eu não sou e o Fernando não o será também, mas sabemos que os adeptos não animais são a excepção e não a regra.
Mas sim, concordo consigo que um pai minimamente responsável não leva uma criança a um jogo desses.

De Fernando Lopes a 20.05.2015 às 10:03

Sou velho do tempo em que, salvo uma ou outra escaramuça, uma família podia ir ao futebol. Hoje já não penso que seja bem assim.

De bloga-mos a 20.05.2015 às 09:41

Nada acrescento a não ser uma salva de palmas...

De Fernando Lopes a 20.05.2015 às 09:59

Obrigado, pá. Nunca pretendi desculpabilizar o bófia, só provar que os cretinos andam aos pares.

De Lourenço Bray a 20.05.2015 às 22:38

 nunca levaria a minha filha a qualquer jogo de risco. Nunca. E concordo. Mas também penso noutra coisa: não será mau também assumirmos ou desistirmos de certas coisas como o direito a pais e filhos verem futebol sem serem espancados ou por claques ou polícias? Isto é, aquele pai não fez nada de mal, num mundo normal ele iria ver a bola com pessoas normais e filhos e toda gente saía do estádio, cachecóis misturados, mesmo clubes rivais! Ao assumirmos como "errado" ou inconsciente o comportamento de uma pessoa que parece ignorar as deficiências do mundo e leva uma criança para ali, é como se estivessemos a assumir que não podemos mudar e é mesmo assim. Só estou a dizer que apesar de tudo me deixa desconfortável colocar algum ónus no pai como coloquei logo que vi a notícia.

De Fernando Lopes a 20.05.2015 às 23:03

O futebol transformou-se de desporto em negócio. De mafiosos, para mafiosos, atente-se nos presidentes dos três maiores clubes, tipos que num país a sério estariam a contas com a justiça. Um Don, tem de ter capos e moços de mão, personificados nas claques. Existe um pacto de silêncio, uma omertà, que protege tudo o que é nebuloso. Idealmente concordo consigo Lourenço, devíamos lutar para que uma certa normalidade social voltasse ao futebol, para que este que pudesse voltar a ser um espectáculo familiar. Será que teremos força e coragem para isso?


P.S. - Espero que a Júlia quando for grande decida ser portista. :)

De Paula Lopes a 27.05.2015 às 09:55

Não comentando o excesso, permita-te acrescentar que mal seria de nós sociedade se as Polícias tivessem que limitar a sua actuação à presença de menores e idosos. Mas de facto parece que assim o desejam,veja-se o caso do GNR Hugo Ernano e do pai "Santinho" que leva as crianças ao jogo de futebol sabendo até que ferve em pouca água.

De Fernando Lopes a 27.05.2015 às 11:31

O argumento de que os pais podem levar os filhos ao futebol irrita-me. Claro que podem, desde que conscientes dos riscos inerentes. Também os podem levar a praticar asa delta, bungee jumping, andar de mota ou a assistir a um rali. Têm é de estar conscientes que algumas actividades são de risco, incluindo a presença num jogo de futebol como tal classificado. 

De apostas online betclic a 31.05.2015 às 23:30

Precisamente. Penso que toda a gente concorda que o PSP teve uma reacção desproporcional, mas levar uma criança para um jogo de risco também não é uma excelente ideia... O futebol já não é o que era há 30/40 anos.

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