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O carácter como bem escasso.

por Fernando Lopes, 1 Abr 14

Numa organização altamente hierarquizada habituei-me a ser leal; não digo amém pela frente e ridicularizo por trás. Independentemente da bondade ou justeza das decisões, nunca contarão comigo para ser sorrisos no frontispício, facadas pelas costas, esse modus operandi que é hoje a anormalidade normal.  Hoje A disse a B, «gosto muito de ti mas evito falar contigo para não desagradar a C, que não te suporta». Sinal dos tempos, o medo como motor, o carácter como bem escasso. 

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6 comentários

De golimix a 01.04.2014 às 21:41

A mim também me irrita o fingir-se que se gosta de alguém só para se obter algo daí. E irritam-me os sorrisos falsos as falas mansas, e os leva e trás...


Bem, deixa lá que hoje ando irritadiça. :-)

Mas sabes uma coisa? A frontalidade e sinceridade, principalmente nos dias de hoje, têm o seu preço.

De Fernando Lopes a 01.04.2014 às 22:14

Essas características devem ser usadas com ponderação sob o risco de sermos rudes sem necessidade. Mesmo com a cotação da integridade em baixa, é um preço que estou disposto a pagar. :)

De Ana A. a 02.04.2014 às 13:33

Ou seja: C não suporta B, e o único incómodo para B é a perda da demonstração de carinho pela parte de A (já que não é referida outra consequência para B por C não o suportar). Então, deduzo que C não será a tal fera medonha que se subentende ser, mas apenas que A sofre de "engraxanço e culambismo". Será?

De Fernando Lopes a 02.04.2014 às 19:10

Avaliação: 100%. :)

De O Abominável Careca a 05.04.2014 às 17:42

O nacional cú-lambismo é e sempre será uma instituição quer nas relações laborais quer pessoais, desde que hajam interesses uma das partes destacar-se-á das demais, permitindo à outra parte a destrinça do trigo do joio. Infelizmente há que viver com essa espécie de "seres" e o mais saudável será a simples constatação dos factos ou em alternativa em altura oportuna encostar essa gente à parede com as contradições da sua postura, mas isso dá trabalho e pode trazer à tona o pior de cada um, por isso esquece a última resolução...

De Fernando Lopes a 05.04.2014 às 19:34

Faz parte da vida aprender a viver com as contradições e escassez de fibra desta gente.

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