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O cabo Almeida.

por Fernando Lopes, 2 Out 14

Nos idos de Março, o cabo Almeida fez furor por ter dado um show de strip-tease com a arma de serviço. Exibiu o militar, além do material de peleja, depilado rabinho e vistosos abdominais, para gáudio da raparigada. Nada me move contra cabos da GNR ou espectáculos eróticos. Com as remunerações que todos auferimos não me surpreende que o jovem se sentisse tentado a reforçar o modesto pecúlio.

 

Leio agora que, além de jeitoso, o cabo é também trabalhador, pois naquele 8 de Março actuou quatro vezes, performance digna de registo. Querem julgá-lo por «comércio ilícito de material de guerra». Parece-me mal. Primeiramente porque não creio que tivesse intenção de comerciar a Glock, em seguida porque as espectadoras estariam interessadas em outros produtos e serviços que não uma pistola. A não ser que nos estivéssemos a referir à «espingarda de carne», horrorosa metáfora, ao que sei de Lídia Jorge, para pénis. Quem se refere a um pénis como «espingarda» concentra-se demasiado no que é exibido e não no que se faz com ele, além de demonstrar uma visão bélica do acto sexual, que, de todo, não partilho.

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11 comentários

De .. a 02.10.2014 às 20:51

Lamentável! Este, ou por este, ninguém fará (senão, nós) uma veemente manifestação de repúdio! O homem quis única e honestamente (veja mal nisto quem for completamente acéfalo), angariar apenas mais uns cobres para o seu ordenado! Também por que não juntar o útil ao agradável e fazer algo que lhe dá gosto com o seu tempo livre. Desde quando um homem das forças armadas, (homem como outro qualquer) não poderá dispor da sua vida e tempo vago, como quer? A arma! Pois, aí o caso muda de figura. Sei que em relação às armas há regras rígidas e na realidade terá sido menos "feliz," mas daí a este "festival" todo, quando anda aí muito estupor a precisar que lhe apertem os colarinhos... Ou de um balázio entre as sobrancelhas. Enfim! Acho muito triste e indigno este caso, ser julgado. Bastava-lhe uma repreensão e pronto. Um bom resto de semana Fernando tudo de bom!   

De Fernando Lopes a 02.10.2014 às 21:33

A coisa resolvia-se com uma repreensão escrita. Levar o caso a tribunal e acusá-lo de «comércio ilícito de material de guerra» é ridículo. 


Abraço.

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