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Melhor a bem.

por Fernando Lopes, 3 Set 14

Ninguém gosta de ser rejeitado. Um rompimento afectivo é sempre gerador de angústia, frustração, desilusão. É, no fundo, uma aposta falhada, e não gostamos de falhar. Todos estes sentimentos são compreensíveis, naturais, até expectáveis. Mas há um tempo em que se deve colocar a mágoa para trás e procurar resolver os diferendos de forma cordata, civilizada. Para bem de todos. Falavam-me de um divórcio submerso num interminável litígio, em que, o dinheiro, casa, custódia dos filhos, tudo era objecto de confronto. Um dos ex-cônjuges, despeitado, resolveu levar a picuinhice ao absurdo. Não se apercebeu que a voragem de magoar o outro o estava a consumir de modo insano. Deram-lhe uma pá, em vez de tapar, resolveu escavar até à China. Vencer as frustrações, encerrar a etapa, registando o que de bom e mau aconteceu, é o caminho. Caso contrário, celebra-se um contrato com Mefistófeles.

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9 comentários

De .. a 03.09.2014 às 19:25

Eu podia comentar isto! Não vou fazê-lo. Ou, não sei talvez comente. O pior para mim em qualquer situação seja divórcio, partilhas de defunto, o que envolver a "seca" das propriedades e dinheiros é a parvoeira mais cómica que existe! A sério, quando os meus pais me dizem: Um dia quando "nós formos" Deus os aguente cá muito... Tu e o teu irmão... Eu ligo o "descomplicador" e aponto logo que não contem comigo para desavenças por bens materiais. Quanto aos "bens" emocionais, todos estamos sujeitos a perder. Nada é para sempre e desengane-se quem assina um contrato de casamento, que é como o da compra de uma casa ou outro qualquer, que "possui" ou tem o outro assegurado para a vida! Tudo está (a inteligência e categoria pessoas) está precisamente em perceberem que não é a assinatura mas elas mesmo que se vinculam e pode acabar. Claro que há quem leve a coisa a peito. Não vou dizer que certas coisas não me irritam e se há uma delas é a mesquinhice, a maledicência e a má intenção tanto dos envolvidos no caso como quem está de fora e "dá" cartas a pensar que um dia vai receber um Óscar! Muitos recebem-no por uma boa interpretação das personagens (não dá para mim, não gosto de teatros) outros têm mesmo mérito porque constroem e desconstroem, entendem e perdoam e vão chegando lá. Muitos ficam muito admirados porque afinal também lhes aconteceu e jurariam ser o casal perfeito. É uma lotaria! De resto cada um (não digo que bem) mas excomunga a sua dor como acha que deve e quer. Eu posso achar um pouco "mau" até porque também tenho a mania de "falar" de mais sobre mim e o meu universo real, coisa que os outros extrapolam mas me diverte ao cúmulo quando é só palha o que dizem e penso que um dia a coisa pode complicar-se porque nem sempre "as costas folgam", mas é como digo se bem que fosse preferível esconder, ou proceder diferente e mais uma vez aqui (mea culpa) também, cada um que se "cure" de todas as dores inclusive as de corno e de cotovelo como quiser. Não devemos dizer, (eu não digo) que é um pacto com o outro senhor. O tipo tem mais que fazer que aturar gajos e gajas falhados. Depois também é ver por outro ponto de vista. Será que são mesmo falhados? Quanto não se livram de um imbróglio e de uma pessoa que não lhes acrescenta nada e deviam era dar uma festa! Os outros e os seus pontos de vista são sempre um "estorvo" com que se tem que contar seja em que situação for. Há sempre que dizer... Desculpe Fernando o extenso mas você já sabe o que a casa gasta, para outra vez ao fazer posts destes pense: Ups! Lá vem aquela maluca para aqui, é melhor não...</i> Estou a brincar, só faltava agora não poder estar no que é seu e escrever o que quer por causa de doidas como eu. Eeheheeh Beijoca e tudo a correr muito bem!!! Bom resto de semana e desculpe as minhas opiniões são só isso e valem o que valem.  

De Fernando Lopes a 03.09.2014 às 20:15

De divórcios não entendo nada, namoro para a mesma há uma eternidade. Choca-me que a frustração tolde o raciocínio e que se actue de forma a perpetuar feridas em vez de permitir que cicatrizem. O que queria dizer é que quem se deixa levar pela obsessão da vingança, acaba por celebrar um espécie de pacto com o seu lado negro. 

De Dalila a 03.09.2014 às 20:30

Um dia explico-te!! Há diferenças... Mas sempre pelo bem, sempre... Esse é o meu lema como sabes!

De Fernando Lopes a 03.09.2014 às 20:48

Eu sei. Ficaria extremamente desiludido se pessoas que adoro exibissem uma face de mesquinhez. Que a Força esteja contigo.
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De Dalila a 04.09.2014 às 00:02

Com amigos como, que nos ensinam vida... Não é possível mesquinhez

De Fernando Lopes a 04.09.2014 às 08:10

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De Dalila a 04.09.2014 às 13:16

É tão bom partilhar empregada e mudar os dias quando for preciso, ter quem tome conta da gata, ter a quem pedir um conselho profissional, partilhar uma mesa sem frustrações, ter o que se tinha antes de tudo ter iniciado, e por fim acabado! A diferença para isso, muitas vezes é de quem se sentiu rejeitado...!!!

De bloga-mos a 04.09.2014 às 13:17

Tenho a felicidade de manter um divórcio amoroso...

De Fernando Lopes a 04.09.2014 às 14:26

Não esperava menos de ti.

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