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Jogar à roleta russa com a vida.

por Fernando Lopes, 16 Abr 15

Existem tantas formas de viver quanto homens à face da terra; de certo modo somos únicos porque vivemos vidas únicas. Há vidas que fazem a diferença, mas são muito poucas. Nessa massa informe a que chamamos «pessoas comuns» o que nos distingue não é a vida que levamos mas sobretudo como a vivemos. Admiro as pessoas que têm um certo desprezo pela normalidade, que mesmo fazendo parte dela a vêem com distanciamento e pensamento crítico, integrados à força numa realidade que os repugna profundamente.

 

É exactamente o que sinto em relação à minha «vidinha normal»; um profundo asco, vergonha de ser marioneta num mundo de títeres. De modo modesto procuro ignorar o bom senso, o padrão, evito fazer o que de mim é esperado, sonho ser livre.

 

Quando fumo, bebo, praguejo, transgrido, insulto, ignoro, repudio, estou de certa forma a praticar um exercício de liberdade. Sem a coragem dos loucos, anseio muitas vezes pela morte, pelo esquecimento, que já desejei vezes suficientes para me transformar num caso clínico.

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17 comentários

De Genny a 16.04.2015 às 16:38

Gostava de conseguir sair desta minha vidinha para aprender a viver.Falta a coragem e os meios para dizer basta.
Um abraço!

De Fernando Lopes a 16.04.2015 às 19:04

Ortega y Gasset, em «A Rebelião das Massas» fala com muito mais propriedade que eu sobre este sentimento.É lê-lo

De Genny a 17.04.2015 às 10:10

Livros Image o meu ponto fraco!
Obrigada pelas sugestões!
Bj

De Inês a 16.04.2015 às 17:53

Eh lá! Agora até me assustei. Que é isto? É do tempo? Vá, toca a arrebitar. Eu sei que são desabafos e que são necessários, mas este parece-me mais dorido que outros que já tem feito.
Por favor, fique bem.
Beijinhos.

De Fernando Lopes a 16.04.2015 às 19:06

Cara Inês, oscilo com frequência entre a euforia e a depressão. Sou assim e não há muito a fazer. 


Um beijo e não se preocupe, é a minha natureza.

De G. a 16.04.2015 às 18:12

«Sem a coragem dos loucos, anseio muitas vezes pela morte, pelo esquecimento, que já desejei vezes suficientes para me transformar num caso clínico.»

Tantas vezes.
Abraço

 

De Fernando Lopes a 16.04.2015 às 19:07

Somos tantos com questões, dúvidas, angústias. Tantos...

De golimix a 17.04.2015 às 14:41

Eu já tive uma fase de ansiar a morte para ter paz física. E olha que não é um sentimento agradável. Portanto, vê lá se anseias mas é pelo sorriso da tua filha, pelas palavras dos teus amigos bloguers, pelos abraços dos amigos e pelo beijo doce da esposa. Ok?
😉

De Fernando Lopes a 17.04.2015 às 19:11

Já me conheces há uns tempitos, e sabes que de quando em vez estes ciclos depressivos tomam conta de mim, mas não é assim com tantos?

De golimix a 18.04.2015 às 08:09

Pois sei. E também sei que passa. Mas assusta de qualquer maneira pá!!! Image

De bloga-mos a 17.04.2015 às 16:30

Lá vou eu ter que antecipar a ida a Cedofeita. Não perdes pela demora...

De Fernando Lopes a 17.04.2015 às 19:12

Serás recebido como manda a lei do Cedofeitão: de braços abertos e copo cheio.

De pimentaeouro a 19.04.2015 às 01:05

Não fui  «anormal», fui atípico e critico com tudo o que me cerca. Fiz coisas fora do tempo e de modo errado, um caso quase perdido.
Quem não desejou a morte que lance a primeira pedra; felizmente a vontade de viver puxa-nos para cima e felizmente também a vida é tão ou mais complicada do que nós.
Vivamos, pois.

De Fernando Lopes a 19.04.2015 às 08:55

Obrigado pelas suas palavras, João. É sábia a sua opinião.

De Alice Alfazema a 19.04.2015 às 19:10

Image

De Fernando Lopes a 19.04.2015 às 21:21

Um abraço apertado, Alice.

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