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Humildade.

por Fernando Lopes, 9 Dez 14

Quando era criança a humildade era qualidade que nos era incutida, se tirássemos melhor nota que os outros guardávamos prudente silêncio. Hoje em dia, das artes ao desporto, do trabalho à escola, a humildade é vista como sinal de fraqueza. Por isso anões gritam alto as suas qualidades, corcundas sobem a palco e peroram sobre a sua infindável beleza. Pior que isso, a gabarolice passou a ser socialmente aceite, é coisa vulgar, sinal de auto-estima em vez de cretinice. Os seres verdadeiramente excepcionais não necessitam de apregoar as suas qualidades; elas são notadas pelos demais. São modestos porque sabem que por muito conhecimento que tenham há um mundo interminável por descobrir. Estes sinais de fraco carácter pululam transversalmente pela sociedade. Por esta e muitas outras razões sinto que já não sou deste tempo. Felizmente.

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10 comentários

De Carlos Azevedo a 10.12.2014 às 00:53

Nem mais, subscrevo tudo.
Abraço.

De Fernando Lopes a 10.12.2014 às 08:14

Um abraço deste gélido Porto para a longínqua Londres.

De Calimero a 10.12.2014 às 09:24

Concordo. Noutra prespectiva, as vezes costumo dizer, que ser discreto e a melhor forma de se fazer notar..Mas ha pessoas que nao consegue perceber isso..ou nao querem ou gostam mesmo e de passar e que as cabeças se virem e comentem pelos piores motivos..Enfim..Mas sim humildade e qualidade rara hoje em dia..e eu gosto tanto dessas pessoas..e sao tao poucas...

Um bom dia para ti..frio, frio, frio..!


 

De Fernando Lopes a 10.12.2014 às 10:40

Tenho para mim que muita desta sobranceria resulta da falta de berço e carácter.


Um abraço para aquecer.

De Calimero a 10.12.2014 às 15:26


Sem duvida.! Falta de caracter e uma das coisas que mais me choca .Mesmo!

Agora esta mais quentinho :) ate ja retirei o cahecol..:)

De bloga-mos a 10.12.2014 às 10:54

Tenho lugar cativo para os ver a estatelarem-se...

De Fernando Lopes a 10.12.2014 às 11:57

E é lindo de se ver...

De Alice Alfazema a 10.12.2014 às 19:18

Por vezes também já sinto que não sou deste tempo, e ainda bem, porque vivi momentos inesquecíveis que não seriam possíveis de viver neste agora. 


Um abraçoImage  

De Fernando Lopes a 10.12.2014 às 19:31

E, no entanto, o tempo, este tempo, também somos nós que o fazemos. Paradoxal, não é?

De Alice Alfazema a 10.12.2014 às 20:21

Sim, no entanto existe agora em mim uma acomodação que já roça a indiferença, um hábito que não quero que se instale...a sociedade é fruto das modas próprias de cada época, esta está sendo marcada pela indiferença no outro, existem, agora, mais raposas que leões. 

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