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«Hás-de ser infeliz toda a vida!»

por Fernando Lopes, 28 Set 14

A frase, leio-a páginas 165 de «Montedor», uma espécie de síntese da demanda do protagonista. Recuo décadas porque também eu ouvi esta sentença da boca da avó, incapaz de compreender a angústia, inquietação, mal-estar, que as mais das vezes me acompanham. Uma insatisfação, um permanente vazio, sempre presentes, mesmo nos dias mais solarengos. Inútil dizer que é caminho que se não escolhe, antes praga que persegue, porque a felicidade das coisas simples, a do que é igual aos outros, do que esperam de nós, sempre parece insuficiente. 

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2 comentários

De Luís B. Coelho a 28.09.2014 às 21:23

Conheço bem essa angústia e esse vazio, Fernando, sinónimo também de extrema sensibilidade que considero uma benção (embora não creia em deus nenhum).
Dito da transmontana aldeia do meu pai: "Quando a sorte é maniversa, nada vale ao desinfeliz". Assim mesmo, com palavras que existem porque as sentimos.

De Fernando Lopes a 28.09.2014 às 21:49

Hesito em considerar este modo que nos persegue uma bênção ou maldição. Curioso o dito, já que J. Rentes de Carvalho, embora nascido em Gaia, tem também ascendentes e alma transmontana. 

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