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Gestão à portuguesa.

por Fernando Lopes, 13 Out 14

Quando leio que a «PT admite chamar pré-reformados para voltarem ao trabalho» quase me escangalho a rir. Tenho um tio que durante mais de quatro décadas trabalhou para a PT. Com sessenta anos e quarenta de serviço, foi-lhe proposto passar à reforma, uma vez que a sua área ia ser extinta e passada para outsourcing. Sem perda de salário ou regalias, obviamente aceitou. Coordenava aquelas equipas que colocavam contentores com antenas para telemóveis em cima de edifícios. Passados uns dias foi contactado por uma empresa que prestava esse serviço à PT para fazer … rigorosamente o mesmo.

 

Que me recorde, esteve quatro ou cinco anos a receber «a dois carrinhos», pela PT e novo empregador. Durantes anos pagou-se uma barbaridade a um prestador de serviços para resolver uma questão que poderia e deveria ter sido tratada internamente.

 

Obviamente não acredito que esta opção tenha sido ingénua, e alguém ganhou dinheiro, muito dinheiro, com estas «adjudicações». É que as equipas com que o tio trabalhava eram maioritariamente compostas por ex-funcionários da PT. São estes os gestores de excelência que temos, «vendilhões do templo» que desbaratam milhões em soluções de eficácia duvidosa. Como é bela a excelência da gestão em Portugal.

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4 comentários

De bloga-mos a 14.10.2014 às 12:21

Bavo-me com estas merdas...

De Fernando Lopes a 14.10.2014 às 14:27

A gestão portuguesa é um colosso. 

De bokeh a 14.10.2014 às 21:26

e depois ainda dizem que a gestão das pequenas e médias empresas é má devido à falta de formação dos gestores....sensatez, honestidade e verticalidade ainda são coisas que não se aprendem nas escolas e muito menos nas universidades

De Fernando Lopes a 14.10.2014 às 21:48

A PT como todas as grandes empresas, serviu interesses inconfessáveis, de Manuela Ferreira Leite a Sócrates, de Granadeiro a Ricardo Espírito Santo. Quando uma empresa é gerida segundos interesses políticos ou económicos que lhe são allheios, o resultado é sempre desastroso. Sensatez, honestidade e verticalidade são qualidades que estão em manifesto desuso, e não só no mundo empresarial.

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