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Genética.

por Fernando Lopes, 4 Fev 15

Escrevo muitas vezes sobre a mulher de todas as mulheres, sangue meu, coração partilhado, criança que me habita a alma, a minha filha. Este monumento vivo de amor tem uma característica que me confunde e encanta; é gaja. Com 9 anos, tem cenas de gaja, pensamento de gaja, modus operandi de gaja.

 

Sábado. A minha mulher não pôde almoçar connosco. Convoco o amigo do costume e lá vamos à francesinha, comme d’habitude. Duas chamuças e um príncipe, pão bem torrado, Tabasco com fartura. Quando o festim se aproxima do fim, três príncipes bebidos, peço-lhe:

 

- Tilucha, podes por favor pedir um fino para o pai?

 

- O quê, ainda vais beber mais?

 

Foda-se, 1 metro e 30, 25 quilitos de gente e já me modera o consumo de bebidas alcoólicas?

 

Aqui que ninguém nos ouve, vocês mulheres já nascem assim ou frequentam aulas secretas em que menino não entra?

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11 comentários

De Alice Alfazema a 04.02.2015 às 21:22

Já nascemos assimImage

De Fernando Lopes a 04.02.2015 às 21:33

Se bem entendi, dentro de cada mulher, criança ou madura, uma matriarca censora, certo?
Image

De Calimero a 05.02.2015 às 10:57

"Gaja que é gaja" já vem com formatada dessa forma "Ups,,temos pena..:)

Beijinhos

 

De Fernando Lopes a 05.02.2015 às 11:50

Era o que eu temia... ;)

De Gaffe a 05.02.2015 às 16:37

Nascemos assim. Os meninos nascem programados para nos obedecerem.

De Fernando Lopes a 05.02.2015 às 17:32

Citando o poeta "há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não" ;)

De Gaffe a 05.02.2015 às 17:40

Se "não faz", é poeta. Que seja bem acolhido.

(As mulheres perdem-se, enlouquecidas por poetas, mas isto é um segredo que só partilho consigo) 
;)

De Ana A. a 05.02.2015 às 19:51

Fernando
Podia dizer uma banalidade qualquer e sorrir...
Acontece que já tive experiências muito negativas com pessoas que se excediam nos copos, por isso, também pertenci ao clube dos censores, infelizmente...sem saber exactamente o que sente a sua pequenota quando o "repreende", deixo-lhe o benefício da dúvida, e espero que não tenha mesmo motivos para o censurar.
Desculpe o desabafo, mas falo-lhe com o coração aberto como sempre. :)

De Fernando Lopes a 05.02.2015 às 20:07

Sou um bebedor social; nunca bebo sozinho. Nunca fui agressivo com ela, nem com ninguém, os meus enfrascanços são esporádicos. A criança não tem, nem nunca teve contacto com alcoólicos. Não há motivo racional para tal. Acho que reproduz o comportamento da mãe, que desejaria que eu fosse muito bem-comportado, coisa que nunca fui. 


Não só pode, mas deve falar com o coração. É regra de ouro por estas paragens.

De Ana A. a 05.02.2015 às 20:11

Fico feliz por si! A sério! :)

De redonda a 05.02.2015 às 22:50

:)

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