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Galinha velha ainda faz boa canja.

por Fernando Lopes, 23 Nov 14

A vida de uma mulher pode ser recordada por pequeno actos simbólicos de quebra do statu quo, como casar com um homem mais novo. Ocorre-se-me isto a propósito da morte da Duquesa de Alba, duas vezes viúva e lembrada por ter quebrado convenções ao casar com um homem vinte e tal anos mais jovem.

 

Existe uma razão orgânica para os homens se sentirem «confortáveis» junto de mulheres jovens; somos capazes de reprodução por um período mais longo que as mulheres. Se isto fazia sentido em sociedades patriarcais ou quando ter muitos filhos era o que mais se aproximava de um PPR, nos dias de hoje o preconceito subsiste porque a maioria das mulheres não são capazes de desligar a sua afectividade e sexualidade do que a sociedade convencionou como aceitável.

 

A desculpa feminina muito comum que «não estão para aturar crianças» é completamente falsa. Nós homens, somos e permanecemos crianças, independentemente da idade constante no cartão de cidadão. Uma mulher apenas pode optar por gradações do nível de infantilidade do companheiro, não se pode alhear que a mesma estará sempre presente.

 

Não tenho preconceitos em relação a mulheres mais velhas, se me apaixonasse por uma, seguiria em frente. Apaixonamo-nos por pessoas, não por idades. Cumpre pois às mulheres libertarem-se de estigmas patetas e viverem livremente, ignorando o socialmente correcto.

 

Como diz o ditado, «galinha velha ainda faz boa canja». Provem-no.

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20 comentários

De .. a 26.11.2014 às 01:38

Pois! Eu sou suspeita. A cara metade tem menos oito anos e meio. Sendo que o meio... Se me senti alguma vez "incomodada?!" Claro que sim e insegura. Muito mais quando éramos mais novos o que é engraçado no fundo. Com o tempo fui adquirindo outra postura que todas as mulheres tem na realidade como o Fernando diz, muito mais maturidade e deixei-me de coisas! O "puto" estava comigo enquanto ele quisesse  fosse ele mais novo, da mesma idade ou de provecta (não de proveta). Passaram-se 25 anos... Eh, pá! Para aligeirar o discurso... Temos passado por muito. Este ano então tem sido um espectáculo. Até Agosto pensei que... De repente gira o mundo de pernas ao avesso e em quinze dias, três semanas dei por mim a perguntar-me se a vida não é uma filha de uma senhora "disponível" e não experimenta as pessoas. Ambos! Não só eu. E se tento tido oportunidades como todos têm de... Nunca o fiz! Tenho a certeza que nunca o farei e mesmo que a coisa tivesse dado para o torto e nos separássemos não sou mulher de morreu o rei, viva o rei embora não critique. Tudo para dizer que estamos e vamos estando. Até ao fim? Quem sabe! Mas estamos. Deve querer dizer alguma coisa. É o bastante. Seja como for ele hoje ao pé de mim (e isto é muito velhaco da minha parte dizer, mas satisfaz-me) não está melhor "conservado" está um homem que ainda me agrada e me deixa mais segura e de certo modo realizada quando olho para ele se bem que há tantos momentos na vida que pensamos e se... Se nada! Talvez tenha sido sempre ao lado um do outro o nosso lugar. Não concordo sobre tudo com essa coisa de ele tem de me merecer. Ou mostrar que está a par de mim. Então e se uma pessoa mais nova (que também acontece) seja ainda mais madura e consciente que a outra mais "idosa" É tudo muito relativo e tem de se condescender. Não só nas diferenças de idade mas nas relações a dois até alcançar o ponto de equilibrio para ambos. É o que eu acho. Eu vou dando notícias do desenvolvimento dos próximos capítulos sim?Image Eu atrevi-me! Por vezes apavorada, mas enfrentei. Continuo aqui. Ele também. Um abraço enorme Fernando e tudo de muito bom para si e todos que ama! Boa semana e desculpe a confissão desta alminha lerda que não aprendea escrever pouco e não não se expor em demasia. Enfim é o que se pode arranjarImage

De Fernando Lopes a 26.11.2014 às 19:13

Ninguém deve ter pavor de estar com a pessoa que ama. Contratempos existirão certamente, mas não existirão também nas relações mais «convencionais»? 

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