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E o MEC disse o que sou incapaz de verbalizar.

por Fernando Lopes, 1 Mai 14

Como escritor, não posso traçar uma linha sobre aquilo que escrevo e o que não escrevo. Não posso pensar: «Estarei a ir longe demais?» Eu quero expor-me o mais possível! Todos os escritores que admiro são os que se expõem. Ser escritor é expormo-nos. Uma pessoa tem de correr o risco de não ter graça, o risco de passar too much information  [informação excessiva], ou informação íntima que não interessa absolutamente nada… Não há confissão excessiva. As pessoas podem sentir-se desconfortáveis com essa confissão, mas o dever do escritor é expor-se, expor-se, expor-se. E escrever também tem um lado de catarse e de desafio em que uma pessoa desabafa à frente dos outros, desata aos gritos, a bater com os punhos de revolta, e não tem vergonha de o fazer.

 

Hoje pensei recorrentemente em suicídio uma vez mais...

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20 comentários

De Ana A. a 01.05.2014 às 13:03

Fernando

O sem sentido da vida ocorre porque nos concentramos demais na matéria...

Tente explorar (sem preconceitos) outros vôos! Afinal, o universo ainda não está totalmente explorado e todos os dias somos surpreendidos pelo desconhecido! ;)

Abraço

De Fernando Lopes a 01.05.2014 às 13:51

Mais, muito mais que questões materiais, é uma angústia que habita connosco, nos acompanha sempre, e se exprime por este tipo de pensamentos. Talvez seja uma forma de escape, catarse, sublimação. Um enorme abraço e obrigado pelas suas sempre generosas palavras.

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