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Conquistar o impossível.

por Fernando Lopes, 3 Fev 16

Apesar da minha já provecta idade estou disposto a arriscar tudo. No trabalho, na vida, no amor. Quem não se questiona permanentemente só vive uma parte do que lhe é destinado. Aprisionado neste mundo pequeno-burguês que tanto e tantos valorizam, penso com frequência nos caminhos que aqui me conduziram. Tens uma família, um carro grande, duas casas, algum dinheiro no banco, só te falta o camarote no estádio do Porto para seres igualzinho àqueles idiotas que tanto abominas. O que é que te trouxe aqui? Que partidas te pregou o destino? É mesmo isto que queres? Mereces o conforto que te calhou em sorte? Sonhador nasci e morrerei, basta-me conquistar o impossível.

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17 comentários

De redonda a 04.02.2016 às 00:00

Como provecta idade?!
Lembrei-me da publicidade a um carro no qual se dizia, sem dúvida com base em  estudos científicos, que uma em cada quatro pessoas  têm o gene da aventura (e essa uma deverá comprar o carro deles e viver depois grandes aventuras). Só às vezes é que penso que poderia ter esse gene e o questionar - poderei é ter o gene do sonhar.

De Fernando Lopes a 04.02.2016 às 19:10

Quase 53, Gábi. Tenho comigo o gene da insatisfação, mas a vida nunca me permitiu grandes aventuras. Para ser verdadeiro, acobardei-me e não vivi em pleno as poucas que me surgiram no caminho.

De Genny a 04.02.2016 às 10:35

Bom dia, Fernando!
Eternos insatisfeitos....

De Fernando Lopes a 04.02.2016 às 19:11

Nascemos assim, não é? 

De pimentaeouro a 04.02.2016 às 10:45

«Eles não sabem nem sonham.» Foi isto que o poeta escreveu?

De Fernando Lopes a 04.02.2016 às 19:12

Verdade João, mas também há um momento em que devemos parar e seguir em busca do sonho. Esse tarda em chegar.

De Anónimo a 04.02.2016 às 10:58

Sonhar; um luxo do qual um pobretanas como eu não prescinde...
Filipe de certas coisas...

De Fernando Lopes a 04.02.2016 às 19:13

Sonhar é a droga dos pobres como nós.

De Maria Manel a 24.02.2016 às 14:28

(ando para comentar este post desde o dia em que o publicaste ;-) Está quase...

De Fernando Lopes a 24.02.2016 às 18:19

Não te inibas, surpreende-me . :)

De Maria Manel a 11.04.2016 às 15:20

Um certo dia, já há alguns anos, passava na televisão um documentário acerca de um certo tipo de pobreza  sem justificação no Brasil.

 

Mais propriamente,era uma população que vivia a cerca de 10 km de um rio, mas não havia qualquer tipo de abastecimento de água, com exceção de um camião cisterna que passava uma vez por semana.

 

Claramente não tinham água para rega e era a miséria total.

 

Perguntaram a uma das habitantes - uma família com cinco ou seis filhos, se comprava alguma coisa além de comida. –“Alguma coisa além de comida? O quê?”

 

Que sorte, pensei eu. Vida simples, sem qualquer complexo de culpa quanto ao dinheiro…

 

Na altura eu tinha um emprego bem remunerado, dois apartamentos – um em Fátima, outro no Porto e uma carro novo.

 

O que eu fui admirar!

 

Depois de muitas bolandas, agora tenho um emprego precário, de termo indefinido, onde ganho consideravelmente mal; o apartamento do Porto já foi, é uma dor  de cabeça para

 

pagar o de Fátima e estou na casa da minha mãe, desejosa de independência.

 

O meu carro tem 450000 km, sem hipótese de troca no momento.

 

Moral da estória: desde que ganhemos o nosso rendimento sem esquemas expeditos e honestamente, temos mais é que nos sentir felizardos e sem mau estar. Se conseguirmos partilhar, melhor, nem que seja o

 

nosso tempo, ou as nossas “instalações”. E sobretudo, saber acolher e estar grato.

 

– Quem me dera estar como estava ;-)

De Fernando Lopes a 12.04.2016 às 20:13

Compreendo que a perspectiva mude quando a vida dá uma volta de 180º. A minha insatisfação não está relacionada com bens materiais, mas com o desejo de conquistar coisas novas e de me exigir ser melhor em muitas coisas da vida.

De Maria Manel a 13.04.2016 às 13:09

A tua é uma insatisfação material ao contrário, mas a incerteza dá liberdade? Em parte, dependendo da confiança que tens na vida, no universo, ou como eu,em Deus.
Mas também percebo melhor algumas limitações "eurísticas" e engenharia financeira Image

De Fernando Lopes a 13.04.2016 às 19:20

Não te sei responder, só sei que falta algo que não sei o que é. O Variações exprimiu bem isso. 


https://youtu.be/INpw3BaXVm4
 

De Maria Manel a 14.04.2016 às 11:22

Mmm!


E eras gajo para um dia ir a um "mergulho" , tipo 
Centro Espiritualidade Redentorista (https://www.facebook.com/ceredentorista?fref=nf)?
Até vou contigo, caso necessário ;-)


Bj

De Fernando Lopes a 14.04.2016 às 19:03

Pede-me um ombro amigo e tê-lo-ás de imediato, mas não peças para alinhar em misticismos, que sou tão místico como um calhau. :)

De Maria Manel a 15.04.2016 às 10:06

À
s vezes a abordagem é tudo menos mística - se encontrar algum suporte físico  (não é redentorista, é de outra corrente e é em francês), faço chegar até ti.

(Os ouvidos não explodem e não é evangelização à pressão - só não sei onde está)


Bjs

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