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Carrossel.

por Fernando Lopes, 26 Mar 15

tunnel_of love.jpgImagem:behance.net

 

Nada para lamentar, pouco que entristeça, algumas cicatrizes para sempre marcadas que como para um guerreiro, são motivos de orgulho não de ocultação. Não estou certo que um amor termine quando outro começa, talvez seja um carrossel em que rodamos entontecidos sem que nunca cheguemos verdadeiramente a parar. Quando te pões a reflectir sobre o que foi a tua vida afectiva, sabes que todos os grandes amores te marcaram um pouco, te entonteceram mais ainda, que de alguma forma giram continuamente no teu pequeno mundo. O amor de ontem, o de hoje, o de amanhã. Giras, giras e voltas a girar. A memória prega-te truques, torna próximo o distante, brilha aqui, apaga ali. Ensinou-me a experiência uma coisa; se não és capaz de valorizar as paixões que tiveste, as que tens e virás a ter, é porque delas não foste merecedor. Estás vivo, nunca deixes o carrossel parar.  

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24 comentários

De Carla a 28.03.2015 às 20:50

É um metà. a> metà. a> «E pur » foi pedido emprestado à citação de Galileu, proferida no julgamento em que renegou o heliocentrismo . Tê-la-á proferido entre dentes: «e pur si muove », i.e., e no entanto ela move-se.


O resto é puro liberdade criativa. Apesar de tudo o que os amores do passado são, e tu tão bem descreves, não voltaria a nenhum.


Maneiras que é só isto. (:

De Carla a 28.03.2015 às 20:50

O comentário desconfigurou... É metà metà.

De Fernando Lopes a 28.03.2015 às 21:15

A do Galileu conhecia, e não falei em voltar, mas em saber valorizá-los porque fazem parte de nós. Na nossa cabeça, voltamos sempre a momentos felizes porque irrepetíveis. Na minha pelo menos ... 

De Carla a 28.03.2015 às 21:18

Eu sei que não falaste, mas às vezes há essa tentação - eu, pelo menos, já a tive. Agora já não tenho, nem tenho por hábito lembrar-me excessivamente do passado, nalguns casos por ser constrangedor, embora guarde sobre ele o maior respeito e carinho. No entanto, não o quero. (:

De Fernando Lopes a 28.03.2015 às 22:18

O tempo tende a dar-te uma perspectiva mais racional e distanciada sobre a vida e o amor. Acho que é a única coisa boa do envelhecimento. Mas também nunca fiquei constrangido, nunca. O amor é o que nos move e o que nos mata, e é assim que deve ser. 
Deixo-te uma música que certamente apreciarás.
https://youtu.be/h2Jb2Qeeuks

De Carla a 31.03.2015 às 16:19

Esqueci-me de te responder. Image


Eu estou sempre pronta. Melhor dizendo, o meu coração vai rachando em constância. Qualquer dia ainda me cai aos pés, feito em cacos tais que não restaurador que o ponha como antes.

De Fernando Lopes a 31.03.2015 às 19:02

Isto responde muito melhor do que seria capaz.

De Carla a 31.03.2015 às 23:34

Bem verdade. (:
Há coisas dos meus amores perdidos que ainda doem, ou doem de vez em quando, basta tocar no sítio certo. Ficou-me, por exemplo, o medo do silêncio do outro, é uma aflição que começo agora a controlar melhor mas que já me valeu muitos dias ansiosos e muitas noites sem dormir.

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