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Caminhar é preciso.

por Fernando Lopes, 12 Mar 14

Diagnóstico: crise hipertensiva e perturbações cardiovasculares, associadas a burnout. Nestes dias, contrariando os conselhos médicos tenho ficado por casa. Aproveitei para pôr as leituras em dia e de uma assentada devorei «Uma Mentira Mil Vezes Repetida» de Manuel Jorge Marmelo, «O Navio dos Homens» de Takaji Kobayashi, «Último Acto em Lisboa» de Robert Wilson e «O Anão» de Par Lagerkvist.

 

Como me tenho sentido melhor resolvi dar uma longa caminhada, seguindo o conselho do sr. dr., tentando andar rápida e ininterruptamente, abdicando de fumar no percurso. Fiz o download de uma app que conta os passos e distância percorrida. Aparentemente, devemos fazer dez mil passos diários para nos mantermos em forma. Objectivo quase conseguido: 1h 17 minutos de caminhada, 6,24 km percorridos em 8.834 passos.

 

A caminhada teve um sentido muito para além da saúde ou do percorrer as ruas da cidade; significou acima de tudo um lento reentrar na normalidade, sem crises hipertensivas, taquicardia ou ansiedade. Para quem precisa de caminhar, esta app dá uma motivação extra, ao traduzir em números o esforço feito. Isto vai! 

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11 comentários

De Caio Enobarbo a 12.03.2014 às 16:39

Todos os dias caminho uma hora e meia. Sinto-me muito bem. Não precisamos de ginásios para estar em forma, só de uma caminhada diária.

De Fernando Lopes a 12.03.2014 às 17:30

O grande problema é reservar essa hora no meio da lufa-lufa diária. Mas suponho que é essencialmente uma questão de disciplina.

De Carla Pinto Coelho a 12.03.2014 às 17:10

Também voltei às minhas caminhadas, tudo porque o pneu estava a crescer outra vez desmesuradamente e o rabo anda meio pesado. Aproveitei a boleia do solinho e toca de ir todos os dias à aldeia a pé. Certo que são cerca de vinte minutos no total, mas com a ir é a subir, prefiro achar que faz alguma diferença; também tem o factor psicológico de pensar que se faz num instante e assim não desisto a meio. (:

As tuas melhoras, pá!

De Fernando Lopes a 12.03.2014 às 17:38

Carla, caminhar faz bem sobretudo à cabeça. E depois é um posto de observação privilegiado para escrevermos. Como ando sempre com as antenas ligadas, escutei e observei algumas coisas bem interessantes. Não te imagino gorda, antes «balzaquiana», «na bela idade de trinta anos, ápice poético da vida das mulheres».

Beijo, pá.

De Alice Alfazema a 12.03.2014 às 21:31

fico feliz por estares a reagir de forma positiva. Cá estou à espera das crónicas da caminhada.

Um abraço.

De Fernando Lopes a 12.03.2014 às 22:22

Obrigado, Alice mas não lhe chames crónicas, senão um cronista a sério, um dia destes, ainda me chega a roupa ao pêlo.

Enorme abraço.

De Carlos Azevedo a 12.03.2014 às 22:31

Numa cidade como o Porto, as caminhadas dar-te-ão matéria de primeira água para escrever. O Manuel Jorge Marmelo escreveu «Crónicas do Autocarro», tu escreverás «Crónicas das Caminhadas». E com calma, boas leituras e muitas caminhadas, isso irá!
Abraço.

De Fernando Lopes a 12.03.2014 às 23:16

A matéria está lá, falta-me o talento de MJM . Podia descrever as caixeiras a mostrar o umbigo, as chocantes conversas sobre sexo que ouço em surdina de velhas senhoras, a «febra extra» chamada Filomena que come o homem do talho, eu sei lá. ;-)

De Carlos Azevedo a 13.03.2014 às 01:26

Escreve, escreve! :-)

De Jorge Castro Pereira a 12.03.2014 às 23:26

Ó Flopes,

Então não é que aproveitas o facto de eu estar há cerca de um mês sem internet (circunstâncias da vida) para apresentar uma "não-conformidade"! Vê lá se te pões fino e te deixas de mariquices-da-idade. Uma coisa são as coisas, outra coisa são as pessoas. E tu, sim tu!, não tens direito a tergiversar sobre o tema. Por isso: põe-te fino. Não percebo qual é a "não-conformidade" que apresentas, mas eu, e é uma prerrogativa que arrogo, não aceito esse tipo de decisões. E não te esqueças: há universos que precisam muito de ti; uns muito próximos, outros mais distantes, não importa!
Tens de me desculpar, mas esse tipo de "coisas" têm de passar por um comité de legitimação. Essas coisas não são assim, tão fáceis ;-)
Põe-te fino, "à flor do cunho", e escreve, e vive... à "flor da alma".

Um abraço

Jorge

De Fernando Lopes a 12.03.2014 às 23:38

Jorge, isto é como os carros semi-novos - não sei se reparaste mas já não há carros usados - volta e meia têm um problemazito na injecção, precisam de afinações, mudança de óleo e sei lá que mais. Passei um susto mas estou muito melhor, pá. E nós, os amigos verdadeiros, somos tão poucos que precisarmos uns dos outros. Já não é uma opção mas uma inevitabilidade.

Abraço, companheiro.

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