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Auto-Estima.

por Fernando Lopes, 2 Ago 15

Tenho poucas razões de queixa, a vida deu-me mais do que merecia tanto no plano afectivo como familiar. Vivo numa pequeno-burguesa despreocupação, rodeado por amizades sólidas, amores seguros, sem pensar demais nos escolhos que possam surgir neste caminho tranquilo. Não tenho invejas ou ódios no farol que me orienta.

 

Poderia esta tranquilidade minimizar as minhas inseguranças, mas fazem parte de mim como pêlo incrustado na pele. Um psicólogo dir-me-ia que este facto remonta à permanente sensação de abandono que me acompanha desde a infância. Facto é, que o trauma de ter sido colocado de um modo temporariamente permanente em casa dos avós, teve o condão de fazer com que sempre me sentisse enjeitado.

 

Sempre fui inseguro, nunca me achei particularmente talentoso no que quer que fosse. Vivo rodeado por pessoas – particularmente machos – que se acham a quinta-essência. Belos, talentosos, habilidosos, eloquentes, garanhões, não há fim para a sua auto-estima.

 

Vejo-lhes qualidades e defeitos, muito raramente a grandeza por que se acham abençoados. Peno por não encontrar esse caminho onanista, onde fazer amor com o espelho é o sexo mais compensador que se pode encontrar.

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11 comentários

De Maria Alfacinha a 02.08.2015 às 20:45

Prefiro-te assim, conhecedor das tuas "fraquezas" :-) E no que toca a machos que se acham a quinta-essência... é o que te dizem, não é? 
Pois... talvez te surpreendesses Image
Voto no Carlos Azevedo: troca de companhias!

De Fernando Lopes a 02.08.2015 às 21:24

Procuro ser seguro nas minhas inseguranças. ;)
Provavelmente é uma questão de personalidade, uns exacerbam o seu lado bom outros minimizam-no. Como é um tipo de carácter completamente oposto ao meu, nunca deixa de me surpreender. 

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