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Aranha.

por Fernando Lopes, 7 Mai 14

7:30. Acordo e lavo a cara com água fria. No lavatório uma pequena aranha tenta uma escalada quase impossível. Indiferente, deixo correr água para cima do insecto até este se transformar numa pequena bola. Devo ser meio budista, os únicos bichos que mato são melgas e mosquitos. No escritório, frente ao computador, fumo o primeiro cigarro do dia. Quando regresso à casa de banho já ela se recompôs, tentando de novo a subida. Desta vez tenho cuidado para não a submergir e o aracnídeo parece-me uma metáfora para a vida. Seguimos o nosso caminho, algo nos derruba e faz ficar pequeninos, recompomo-nos e tentamos a sorte de novo.  

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2 comentários

De Efeminúsculo a 07.05.2014 às 20:13

Faz-me lembrar alguém. Sem o episódio do cigarro na frente do computador. Mas muito riso quando "exploro" a vertente budista, de poder ser um "antepassado." Seja! É vida e são benéficas. No entanto as melgas, mosquitos e moscas, sofrem o extermínio às minhas mãos. Detesto-os! Até pelo "nojo" que se tornam e na fonte de contaminação ambulatória, que constituem. Uma boa noite. Vou hoje ver o filme. Ontem... Enfim! Ontem já passou. Tudo de bom!

De Fernando Lopes a 07.05.2014 às 21:43

O nosso destino é muitas vezes igual ao da pobre aranha; caminhar, ser derrubado, levantar-se e caminhar de novo. Bom filme, acho que vai gostar. :)

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