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Ainda o fogo.

por Fernando Lopes, 21 Jan 17

Talvez os meus melhor anos tenham passado, contudo, não os quero de volta. Nada é como dantes, e, no entanto, algo em mim permanece intocado, rude, selvagem, como se de um rapazinho se tratasse. De uma maneira só minha, nunca envelheci. Sou capaz de chorar como um bebé, dançar como um louco, rir como um parvo, apaixonar-me como um adolescente. Deve ser a isso que chamam «estar vivo».

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16 comentários

De Fernando Lopes a 24.01.2017 às 00:29

Passados 53 anos seria de esperar que o tempo me tornasse indiferente - ou pelo menos mais resistente - à injustiça, maldade, falta de carácter, oportunismo. Assim não é, pelo contrário, todas as pequenas, e não tão pequenas faltas, tomam aos meus olhos, importância desmedida. É quixotismo, bem sei, mas é a minha natureza. Também a tua. Continuamos a surpreender-nos e revoltar-nos como se 15 anos tivéssemos. Importante é rodear-se de gente boa, boas pessoas, porque são um bem cada vez mais escasso. Ser bom ser humano, ter à nossa volta gente de bem, é a minha forma de resistir. Parece pouco, mas no mundo que vivemos, é já uma raridade. 

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  • Anónimo

    Quando a sorte é maniversa nada vale ao desinfeliz...

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    Só agora vi a mensagem anterior - note-se que quem...

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    Uma ajuda... Arranja aí uma base para eu poder de...

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