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A quem se deviam cobrar impostos.

por Fernando Lopes, 5 Out 16

A posta anterior gerou comentários sobre o imposto sobre o tabaco, a futura fax tax, e mais uma série de medidas de merda que não servem para porra nenhuma a não ser coartar a liberdade individual de escolha e o livre arbítrio. Que se fodam o tabaco, a gordura, e o futuro imposto sobre a pinocada em posição não missionária. Este governo das esquerdas – em quem votei – não é nesse aspecto muito diferente do anterior, espreme quem está no meio, deixa à solta os bilionários. Dir-me-ão que taxar que consome mais é uma boa medida. Não creio, porque de tão espremida, dentro em breve não restará classe média para consumir. Não vi nenhuma medida especial para taxar os Amorins, Soares dos Santos, Belmiros desta vida. Esses têm sede fiscal na Holanda, um batalhão de fiscalistas, são geradores de emprego e o caraças. Os 25 mais ricos têm um património de 173 mil milhões de euros, correspondendo a 8,5% da riqueza nacional. É aí que está o dinheiro, só que o governo escolhe o caminho mais fácil de atacar sempre os mesmos, pela simples razão que não se podem defender.

 

Ah os mais ricos geram emprego. Eu explico: soube ontem de uma rapariga que trabalha numa cadeia de lojas do Tio Belmiro. Tem um contrato semanal. Leram bem, semanal. Cada semana assina um novo contrato e vai para uma loja diferente. Isto eleva a um novo nível o conceito de precariedade. Sobre isto o governo não faz um caralho, não tocou nem ao de leve nos grandes interesses. É triste, mas chamar a isto governo de esquerda é risível.

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9 comentários

De Ana A. a 05.10.2016 às 19:33

 "...coartar a liberdade individual de escolha e o livre arbítrio." 

A liberdade individual de escolha e o livre arbítrio são coartados a montante, com a merda de salários e pensões que aqui reinam. E já agora, com o desemprego.

De Fernando Lopes a 05.10.2016 às 19:37

Bem sei, Ana. Mas taxar sempre os mesmos com pretextos higienistas não vai resolver grande coisa, pois não? 

De HORIZONTE XXI a 05.10.2016 às 21:03

Fernando, este não é um governo de esquerda, é um governo do PS apoiado por partidos de esquerda.
Estou convencido que mesmo um governo de esquerda não atacaria o monstro capitalista de frente, vê o que acontece no Brasil e na Venezuela quando o monstro se sente em perigo, por cá já vi os anafadinhos do sistema (anafadinhos com á muito pequeno porque não contam para nada) á rasca e a reclamar deste governo só porque têm 3 ou 4 apartamentos a render euros.
Se um governo de esquerda atacasse o monstro de frente, 6 meses depois não tinhas nada nas prateleiras do supermercado e aí é que estarias verdadeiramente contra e verias o povão todo a sair á rua a apoiar esses magnatas de que falas e as suas muitinacionais.
Há que ser inteligente na luta contra o monstro.
Sabes que a coca-cola quando entrou em Portugal negociou com o governo a inclusão da cola numa categoria alimentar que pagava menos impostos de forma a ser mais concorrencial?
Há coisas muito mais importantes a reclamar que sobre produtos que nos fazem mal e que enriquecem muitos á conta da nossa saúde e que pagamos com os nossos impostos via SNS.
Essas liberdades de escolha de que falas são aquelas que transmitem ás pessoas a falsa sensação de liberdade.


desculpa lá qualquer coisinha.
Abc o mais livre possível-

De Fernando Lopes a 05.10.2016 às 21:23

Então achas que devemos aceitar calma e serenamente que 25 pessoas detenham 8,5% do PIB, que continuemos a criar impostos sobre os remediados a pretexto de lhes cuidar da saúde, e que os bilionários (não estou a falar de ricos, convivo bem com isso) permaneçam intocados? 

De HORIZONTE XXI a 06.10.2016 às 09:42

Não, sabes bem que não, acho é que prefiro que me taxem o tabaco (sou fumador), as bebidas alcoólicas, a alimentação de plástico e outras tretas supérfluas á alternativa de me cortarem uma parte do salário.
Paguem-me o salário inteiro e eu escolho se consumo isto ou aquilo é que quando me cortam o salário para além de deixar de consumir plástico retiram-me a capacidade de fazer outras escolhas
Não esqueças que o coelho se tivesse continuado se preparava para cortar mais 600 milhões nos salários, reformas e pensões

De Genny a 05.10.2016 às 20:59

Triste sina, a do Zé Povinho. 
Contrato semanal? Como é que se pode constituir família com essa instabilidade profissional? 

De Fernando Lopes a 05.10.2016 às 21:24

Semanal. Cada semana um local de trabalho diferente. Simplesmente pornográfico.

De Inês a 06.10.2016 às 11:46

Contrato semanal?! Todas as semanas um local diferente para trabalhar?! Está tudo louco ... é por estas e por outras que às vezes perco a esperança na humanidade. Qualquer coisa que diga não consegue transmitir o que sinto.
Beijinhos
Inês

De Fernando Lopes a 06.10.2016 às 13:12

Parece inverosímil, mas é verdadeiro. 

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