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Nunca tive grande talento ou ambição. Sentei-me à mesa da vida, comi o que foi servido com aquela segurança insegura de nunca ter ilusões, e consequentemente, nunca me ter sentido defraudado. Para os valores de hoje faltar-me-á o que hoje se designa pomposamente por proactividade. Estou sentado a meio de uma escada. Daí posso ver os que estão acima e abaixo. Não forçosamente em fortuna, mas em engenho ou pretensão. Está-se bem ali no meio, equidistante dos problemas de quem está no topo ou no fim. Um território de nenhures, de aceitação, sem que isso signifique falta de vontade de se superar, de ser melhor. Tenta-se, e recebe-se com bonomia o que a vida nos dá.

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12 comentários

De henedina a 13.08.2015 às 22:38

A burguesia/povo, nem a prata nem o latão da bengala.

De Fernando Lopes a 13.08.2015 às 23:08

Não conhecia a expressão, mas é uma boa síntese.

De Maria Alfacinha a 13.08.2015 às 23:33

Já leste o que escrevi acerca deste, como lhe chamas, território de nenhures.
Mas acrescento: é um bom território! Dá-nos margem de manobra para todos os lados ou, se optarmos por isso, para não nos manobrarmos de todo.
A verdadeira essência do sermos nós mesmos. Eu gosto :-)

De Fernando Lopes a 13.08.2015 às 23:53

This is a video response to Maria Alfacinha:
https://youtu.be/qGFR3zz12p0

De bloga-mos a 14.08.2015 às 00:07

Eu gosto de escadas mas por agora calhou-me uma ladeira e é sempre a descer.

De Fernando Lopes a 14.08.2015 às 09:54

Correndo o risco de parecer um daqueles livros merdosos de auto-ajuda, há que aceitar os solavancos que nos surgem no caminho. Hoje a descer uma ladeira, amanhã a subir o Everest.

De HORIZONTE XXI a 14.08.2015 às 09:37

Esse degrau do meio é o que devíamos aspirar para todos e porquê?-porque o melhor de cada um só sobressai quando não tens de sair para caçar, quando não tens de dedicar as tuas forças todas para sobreviver, e eles sabem sabem isso, os do patamar de cima.

Abraço livre

De Fernando Lopes a 14.08.2015 às 14:58

A estratégia do poder é meter-nos medo. Há um livrinho fantástico do Rui Zink sobre estas coisas que se chama «A Instalação do Medo». Se não leste, recomendo.


Abraço.

De pimentaeouro a 16.08.2015 às 01:30

Vivi mais ou menos assim, talvez os degraus a menos.

De Fernando Lopes a 16.08.2015 às 20:17

Viver com dignidade e integridade é o importante. Onde nos situamos na escada social é perfeitamente secundário, acho eu....

De João Gonçalves a 22.08.2015 às 12:42

Somos gregários. A posição que ocupamos na sociedade é importante... ou devia ser.

De Fernando Lopes a 22.08.2015 às 21:52

Nunca liguei muito à hierarquia social. Acho que define muito pouco sobre as qualidades humanas que são verdadeiramente importantes.

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