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A coragem tem de ser mais forte que o ódio.

por Fernando Lopes, 9 Jan 15

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Quando o tema é alvo de cacofonia, tendo a calar-me. Não tenho nenhuma abordagem original sobre o fundamentalismo islâmico. Não li – e será lapso meu certamente – nenhuma referência à cobardia generalizada dos atentados em Paris por parte de líderes muçulmanos, antes um mutismo cúmplice. Por tacticismo ou simples medo, um silêncio paira sobre eles. Em boa verdade execpto o Imã de Lisboa, não li ou vi declarações firmes contra os fundamentalistas muçulmanos vindas de dentro da comunidade. Estou certo que muitos deles conhecem núcleos duros, que devidamente arregimentados são um perigo para a sociedade em geral e para a seu credo em particular. A luta contra o fundamentalismo feita de fora da comunidade será sempre mais fraca, menos capaz, que a denúncia, conhecimento e controle executado por quem a ela pertence.

 

A luta contra os radicais terá de ser feita essencialmente a partir de dentro, denunciando e exercendo apertada vigilância sobre os suspeitos. Sem esta capacidade da comunidade islâmica muito pouco poderá será feito

 

Se não forem capazes de distinguir o trigo do joio e separá-lo como excrescência que são, estão a adubar o lodo anti-islâmico em que a extrema-direita e as mentes simples se movem. Porque a coragem – também a vossa – tem de ser mais forte que o ódio.

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5 comentários

De golimix a 10.01.2015 às 17:46

São tolhidos pelo medo que lhes é incutido muito cedo. Parece não saberem ter discernimento e sentido crítico. 

De Fernando Lopes a 10.01.2015 às 21:40

O silêncio, medo, censura, e um certo tipo de liberdade condicionada pelo politicamente correcto, são doenças das sociedades islâmicas, mas também das ocidentais. Li artigos que me enojaram sobre o Charlie Hebdo, dizendo que eram excessivos e até ofensivos para todos os credos religiosos. Não há liberdade às mijinhas ou temas tabu, caso contrário não é verdadeira liberdade. 

De Anónimo a 10.01.2015 às 19:46

De Fernando Lopes a 10.01.2015 às 21:46

Com o «colaboracionismo» do clero islâmico, concordo, a análise política que se segue inspira-me sérias dúvidas. Recordo-me bem de Bill Clinton, então presidente dos EUA, chamar aos talibãs «combatentes da liberdade».

De Anónimo a 11.01.2015 às 22:28

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