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A cidade e as tascas.

por Fernando Lopes, 12 Jul 14

Caminhada de fim de tarde. Como sempre, regresso à Cedofeita da minha infância. A feira da ladra está a terminar, os improvisados comerciantes arrumam mercadoria em utilitários convertidos em carrinhas de ciganos onde tudo se amanha. Meto pela travessa e noto dois novos bares abertos. É a velha sina portuguesa, se alguém abre negócio de sucesso logo se multiplicam por cem as réplicas como se de sismo se tratasse. Os novos comerciantes, incapazes de ideia original, transformam buraco esconso em tasca de tapas, bar rústico, gourmet, artístico ou alternativo. A este ritmo rapidamente alcançaremos o maior rácio de tabernas por habitante do continente europeu. Quando a cidade passar de moda restará aos portuenses a ressaca, passear de bodega em bodega, beber até cair a preços módicos.

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4 comentários

De Carlos Azevedo a 14.07.2014 às 15:45

Uma espécie de desenvolvimento (porque não se trata de desenvolvimento) assente em estruturas completamente instáveis.
Mas o teu post levou-me a pensar na Cedofeita da minha infância, tão viva e tão vibrante, e a recordá-la. 
Grande abraço.

De Fernando Lopes a 14.07.2014 às 18:58

Era uma zona forte em calçado e roupa. Apesar de algumas lojas resistentes, vive-se quase exclusivamente para comes e bebes. Não entendo porque não incentivar a presença de lojas de sapatos e têxteis, áreas de grande importância na indústria e comércio de toda a zona norte. 


Abraço.
P.S. - Andas muito silencioso pela tua taberna, sinto falta dos «Diários Londrinos». :)

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