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À minha porta

por Fernando Lopes, 3 Mar 11




Estamos no ano 2011 depois de Cristo. Toda a Portucale foi ocupada pelos centros comerciais... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis comerciantes ainda resiste ao invasor.

Esta é a drogaria Avenida de França, bem à saída do metro. Um estabelecimento do Sr. António Joaquim. Dentro de menos de 10m2 acumula-se tudo o que se pode imaginar. A loja é um pequeno prodígio de capacidade de arrumação. Passem por lá para ver como eram as drogarias nos anos 60 e 70 e serão bem recebidos.

A péssima qualidade das fotografias é culpa inteiramente minha, e de um smartphone que ainda não domino.
Mas ficaram com uma ideia, certo?

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6 comentários

De O abominável careca a 03.03.2011 às 11:53

Caro Zé,
Realmente já passei junto a este establecimento e por curiosidade e alguma estupefação, parei admirado e surpreendido ao ver as "montanhas" de produtos expostas em tão exíguo espaço. E pensei com os meus botões: Quando for a época de inventário anual esta gente deve ficar no mínimo com a cabeça a dar horas, tal será a confusão. De facto não sei como é que este tipo de lojas consegue sobreviver nos dias de hoje, no entanto se existem e ainda bem é porque há clientes!
Quanto à qualidade das fotos, tens razão porque deverias aplicar-te um pouco mais para tirar o melhor partido do "gadget" adquirido!
Um abraço e vai publicando mais raridades do antanho para todos os saudosistas e não só!!!

De Fernando Lopes a 03.03.2011 às 12:02

Abominável,

É um estabelecimento único. Porque é um espaço tolerante com alguns excluídos, por tudo o que está lá dentro, e fora!!! Fora da drogaria estão mais de 200 produtos!!
A culpa não é do gadget, mas do utilizador. Agora experimenta tirar fotografias à noite, sem flash, com uma criança pela mão ...
Não há gadget que te valha!! Mas prometo melhorar a fotografia nocturna.

Abraço,

De O abominável careca a 03.03.2011 às 18:57

Já agora fica aqui uma sugestão para referenciar em futuros artigos que eram os já extintos mictórios rotativos que existiam nos jardins públicos. Um verdadeiro atentado às boas prácticas higiénicas pública e ao decoro! Hoje acho que já nem existem porque concerteza que a ASAE já os encerrou! Terá sido a única decisão acertada dessa instituição zeladora do bem estar e sanidade pública!
Um abraço!

De Fernando Lopes a 03.03.2011 às 19:15

Abominável,

Agradeço, mas prefiro outro tipo se sugestões. O último desse tipo que havia era na marginal, todo em ferro.
Como peça era bonito, mas não me apetece andar a fotografar mictórios.
Pode dar-me alguma vontade súbita e incontrolável ...

Abraço,
Fernando

De Fenix a 04.03.2011 às 19:03

Fernando,

Este tipo de lojas põem-me deprimida. Talvez porque me lembram a minha infância, o fascismo, a intolerância, algumas coisas tristes ...

Também me deprimem edifícios quase arruinados de antigas fábricas, escolas, prédios antigos devolutos. Tudo o que seja coisa abandonada ou parada no tempo.

Mas cumprimento-o pelo seu interesse "jornalístico" e divulgação, pois felizmente nem todos são como eu. ;)

Abraço
Ana

De Fernando Lopes a 04.03.2011 às 19:20

Ana,

Engraçado como coisas idênticas podem trazer memórias diferentes. Eu quando era pequeno adorava ir à Drogaria Anabela, em Cedofeita, propriedade da D. Laura. Aquilo era um mundo onde se podia encontrar quase tudo. A D.Laura deixava-me passear no armazém e tenho recordações divertidíssimas de explorar aquele "mundo".
Tenho mesmo fascínio por barbearias antigas, as mercearias da Rua do Bonjardim, etc .

Adoro estabelecimentos vintage porque me fazem recordar uma infância divertida e despreocupada.
Provavelmente o segredo está na infância e não nos estabelecimentos propriamente ditos.

Abraço,
Fernando

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